Sudec e o programa Bahia Sem Fome começaram a entregar cestas a famílias atingidas pelo desastre em São Tomé de Paripe. A contaminação, detectada em fevereiro, suspendeu pesca e mariscagem na área.
O Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) e do programa Bahia Sem Fome, deu início, na terça-feira (4), à entrega de cestas básicas para famílias que foram afetadas pelo desastre ambiental ocorrido em São Tomé de Paripe, em Salvador. Esta ação faz parte de um plano integrado da gestão estadual, que visa apoiar as comunidades impactadas e mitigar os efeitos sociais e ambientais do desastre.
A situação de contaminação na região foi identificada em fevereiro deste ano, levando à suspensão das atividades pesqueiras e de mariscagem. A entrega das cestas básicas é uma resposta emergencial destinada a mais de 2 mil famílias que vivem nas proximidades de São Tomé de Paripe e que enfrentam dificuldades devido à paralisação das atividades econômicas locais.
De acordo com a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, a coordenação da resposta ao desastre é de responsabilidade do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, enquanto o Estado deve oferecer o suporte técnico e operacional necessário. Assim, a distribuição dos alimentos está integrada a um plano de atuação que busca minimizar os impactos sociais decorrentes da contaminação.
A entrega das cestas será realizada em quatro etapas, previstas até sexta-feira (7). Durante este período, as equipes estarão mobilizadas para garantir que as famílias afetadas recebam a assistência necessária. A ação, promovida pelo Bahia Sem Fome, é uma política pública voltada para a segurança alimentar e nutricional, em colaboração com a Sudec e outros órgãos envolvidos na resposta à emergência.
Além da entrega das cestas, o Estado já tomou diversas medidas, incluindo inspeções técnicas realizadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a instalação de placas de advertência na área contaminada, e a interdição temporária do Terminal Itapuã. Também foram aplicadas multas significativas às empresas responsáveis pela situação, como a Gerdau Aços Longos S.A., no valor de R$ 50 milhões, e à Intermarítima, que recebeu uma multa de R$ 20 milhões. Essas ações têm como objetivo garantir a segurança da população e a recuperação do ambiente local.


