Bahia atrai jovens talentos com rede de 14 clubes do Grupo City graças a um plano de carreira que, segundo o diretor de futebol Cadu Santoro, “nenhum outro clube brasileiro consegue igualar”. Em entrevista divulgada em janeiro de 2026, o dirigente detalhou como a estrutura multinacional do conglomerado serve de trunfo para convencer famílias e empresários a escolherem o CT Evaristo de Macedo como etapa decisiva na formação de promessas.
Saiba como a estrutura global influencia nas negociações
De acordo com Santoro, o ponto central do argumento apresentado nas reuniões é a possibilidade real de transitar por 14 clubes espalhados pelo mundo. Esse ecossistema permite que cada atleta seja direcionado a ligas compatíveis com seu estágio de desenvolvimento, ampliando as chances de evolução técnica e de exposição internacional.
“Quando mostramos que o jovem pode, futuramente, atuar em mercados como Inglaterra, Bélgica ou Portugal, o poder de convencimento aumenta consideravelmente”, pontuou o executivo. Ele acrescenta que o Bahia segue como destino prioritário, mas o atleta tem rotas alternativas caso não alcance, de imediato, o nível exigido para estar entre os cinco ou seis primeiros da Série A.
Essa metodologia já influencia decisões recentes no mercado. Em 2025, o clube investiu em nomes como David Martins (17 anos, ex-América-MG), Zé Guilherme (19 anos, ex-Grêmio), Kauê Furquim (16 anos, ex-Corinthians) e Luiz Gustavo (19 anos, ex-Vasco). As transferências envolveram cifras milionárias, sustentadas pela projeção de retorno técnico e financeiro gerado pela rede global do Grupo City.
Santoro também destacou a importância de cláusulas contratuais robustas para proteger o patrimônio do clube diante do assédio estrangeiro. “É fundamental avaliar quem tem potencial para chegar ao topo da pirâmide, como o Manchester City, e renovar no momento certo, mantendo multas bem definidas”, explicou o dirigente à ESPN Brasil, referência internacional em jornalismo esportivo.
Além das contratações de alto investimento, o Bahia mantém um departamento de prospecção focado em oportunidades de baixo custo. A estratégia busca garimpar talentos antes que concorrentes criem barreiras contratuais, posicionando o Esquadrão como destino atrativo e financeiramente viável para jovens atletas.
Segundo o dirigente, o clube monitora diariamente categorias de base em todo o país e utiliza dados de performance para antecipar abordagens. A integração de informações entre os 14 clubes do grupo fornece mapeamentos detalhados, otimizando a seleção de perfis que se encaixem na filosofia de jogo do técnico Rogério Ceni.
Com investimentos contínuos em infraestrutura, como a ampliação de campos e a modernização de departamentos médicos e de desempenho, o CT Evaristo de Macedo reforça a mensagem de que o Bahia oferece “o melhor ambiente possível” para quem busca transição rápida ao profissional.
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Crédito da imagem: Letícia Martins / EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
