Bahia assumir gestão da Fonte Nova: governador mantém negociações segue sendo tema de conversas entre o governador Jerônimo Rodrigues e a diretoria do Esporte Clube Bahia. Em declaração recente ao apresentador Zé Eduardo, o chefe do Executivo estadual reafirmou que o Estado deve concentrar recursos em áreas como saúde, educação e infraestrutura, enquanto a administração do estádio ficaria a cargo da iniciativa privada.
Bahia assumir gestão da Fonte Nova: governador mantém negociações
Durante a entrevista, Jerônimo Rodrigues enfatizou que já tratou do assunto com dirigentes do Bahia e também do Vitória. O governador lembrou que, no modelo atual, a Arena Fonte Nova opera por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) criada no governo Jaques Wagner. Com o contrato em vigor, o executivo estadual ainda participa financeiramente de parte da operação do complexo esportivo.
Rodrigues explicou que pretende redesenhar a concessão quando o prazo contratual permitir, abrindo caminho para que o Bahia assuma a gestão do equipamento. Segundo ele, a transferência para o setor privado é capaz de potencializar receitas de jogos e eventos, além de aliviar o orçamento público. “O Estado precisa investir em estradas, água e escolas; o mercado administra arenas com mais eficiência”, declarou.
Ainda na conversa, o governador informou ter oferecido o Estádio de Pituaçu como alternativa, mas o clube tricolor demonstrou interesse exclusivo pela Fonte Nova. Para viabilizar a mudança, será necessário definir um formato que preserve a autonomia comercial e operacional do Bahia, sem comprometer a utilização do estádio em grandes espetáculos culturais e esportivos.
Especialistas em concessões apontam que adaptações em contratos de PPP costumam exigir estudos técnicos, audiências públicas e análises de viabilidade econômica. De acordo com o Ministério do Esporte, o Brasil possui cerca de 60 projetos de arenas geridas por modelos de parceria, tendência que fortalece a participação privada em equipamentos de grande porte.
Embora não tenha apresentado cronograma, Jerônimo Rodrigues sinalizou que o diálogo continuará ao longo dos próximos meses. Caso o acordo avance, o Bahia ganharia mais liberdade para explorar camarotes, bilheteria, patrocínios e naming rights, replicando práticas de clubes que administram seus próprios estádios.
No momento, a Arena Fonte Nova permanece sob gestão do consórcio responsável pela PPP. O clube e o governo aguardam o término das etapas internas de avaliação para, então, formalizar propostas de repactuação. A expectativa é de que, com um modelo ajustado, o estádio mantenha a agenda de jogos do Bahia, do futebol feminino e de eventos musicais de grande porte, fortalecendo a economia local.
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Crédito da imagem: Bnews
Fonte: Futebol Baiano
