Bahia 2025: títulos conquistados, tabus quebrados e desafios marcou uma temporada de vitórias regionais para o Esporte Clube Bahia, embora as competições nacionais e continentais tenham deixado a sensação de que era possível ir além.
Bahia 2025: títulos conquistados, tabus quebrados e desafios
O ano começou com reformulação no elenco comandado por Rogério Ceni. Chegaram o zagueiro Ramos Mingo, os meio-campistas Erick, Rodrigo Nestor e Michel Araújo, além dos atacantes Erick Pulga, Kayky e Willian José. O objetivo inicial era assegurar vaga na fase de grupos da Copa Libertadores, tentativa iniciada ainda em fevereiro diante do The Strongest, em La Paz, onde o Tricolor arrancou empate por 1 a 1.
Confirmada a classificação na Fonte Nova — vitória por 3 a 0 contra os bolivianos e, na sequência, triunfo apertado sobre o Boston River —, o Bahia voltou a priorizar as decisões regionais. No Campeonato Baiano, o Esquadrão venceu o duelo de ida da final por 2 a 0 e, mesmo empatando por 1 a 1 no Barradão, garantiu o 51.º título estadual, ampliando a hegemonia local. Logo depois, o clube conquistou o pentacampeonato da Copa do Nordeste com duas goleadas sobre o Confiança (4 a 1 e 5 a 0), isolando-se como maior vencedor do torneio.
Enquanto as taças regionais enchiam a sala de troféus, as competições de maior relevância expuseram oscilações. Na Libertadores, o Bahia liderou o chamado “Grupo da Morte” após três rodadas, mas derrotas consecutivas, incluindo revés por 3 a 1 para o Nacional-URU em plena Fonte Nova, custaram a vaga nas oitavas. Rebaixado à Sul-Americana, o time foi eliminado nos playoffs pelo América de Cali utilizando formação mista.
No Brasileirão, a irregularidade como visitante impediu melhor campanha: a equipe chegou a ocupar o G-4, mas terminou em sétimo lugar, condicionada novamente a disputar a fase preliminar da Libertadores. Na Copa do Brasil, a eliminação veio nas quartas de final, diante do Fluminense, após vitória por 1 a 0 em Salvador e derrota por 2 a 0 no Maracanã.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Apesar dos tropeços, tabus históricos foram quebrados. Rogério Ceni superou Flamengo e São Paulo pela primeira vez como treinador e o Bahia conquistou vitórias inéditas contra Red Bull Bragantino em Bragança Paulista e contra o Palmeiras no Allianz Parque. Segundo dados publicados pela CONMEBOL, o clube voltou a garantir presença em competições continentais pelo segundo ano consecutivo, feito que não ocorria havia três décadas.
Em retrospecto, Bahia 2025 consolidou títulos regionais e encerrou marcas incômodas, mas as eliminações na Libertadores, na Sul-Americana e na Copa do Brasil, além da queda de rendimento no returno do Brasileirão, mantêm o sentimento de que o elenco poderia ter ido mais longe. Para 2026, a direção tricolor já estuda reforços que visam corrigir a oscilação em momentos decisivos.
Quer acompanhar outras análises sobre clubes baianos? Visite nossa editoria Bahia e continue informado sobre os destaques do futebol regional.
Crédito da imagem: EC Bahia
Fonte: EC Bahia
