Aurelino dos Santos morre aos 84 anos após insuficiência respiratória no dia 23, em Salvador, conforme informou a Ernesto Bitencourt Galeria, responsável por representar o artista plástico baiano.
Aurelino dos Santos morre aos 84 anos após insuficiência respiratória
Nascido em Salvador em 16 de junho de 1942, Aurelino dos Santos construiu uma trajetória singular: não alfabetizado, aprendeu apenas a assinar o próprio nome e ingressou no mercado de arte após trabalhar como cobrador de ônibus. A guinada aconteceu em 1963, quando a arquiteta Lina Bo Bardi providenciou tintas, telas e organizou sua primeira exposição no foyer do Teatro Castro Alves, impulsionada pela recomendação do escultor Agnaldo Santos.
Diagnosticado com esquizofrenia, Aurelino era descrito tanto como “louco” quanto como gênio. Essa ambiguidade nunca ofuscou a percepção de especialistas que o colocam ao lado de modernistas como Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi. Suas telas, marcadas por construções geométricas e cores vibrantes, hoje integram coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior.
O artista participou de feiras renomadas, entre elas SP-Arte, ArtRio e Rotas Brasileiras, além de mostras individuais em instituições como Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, Museu Nacional da República e Museu de Arte Moderna da Bahia. No exterior, apresentou obras em Paris, Madrid, Valência e Los Angeles.
A morte ocorreu em decorrência de insuficiência respiratória. O velório está marcado para as 14h, na Capela E do cemitério Jardim da Saudade, bairro de Brotas, enquanto o sepultamento ocorrerá às 15h.
Conforme destaca a Ernesto Bitencourt Galeria, a produção de Aurelino permanecerá à disposição de colecionadores, reforçando o legado de um artista que “observava a cidade nos mínimos detalhes” e transformava material recolhido nas ruas em matrizes de suas composições.
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Crédito da imagem: Ernesto Bitencourt Galeria
Fonte: Ernesto Bitencourt Galeria
