Ataque israelense no Irã: 200 caças bombardeiam 500 alvos mobilizou amplo poder aéreo das Forças de Defesa de Israel e apoio dos Estados Unidos, resultando em centenas de mortos e feridos em território iraniano.
Detalhes da operação aérea
A Força Aérea Israelense (IAF) informou, em comunicado divulgado nas redes sociais, que cerca de 200 jatos participaram da ofensiva realizada em 28 de fevereiro contra sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo a nota, mais de 500 alvos foram atingidos simultaneamente no oeste e no centro do Irã, numa ação classificada por Tel Aviv como o maior sobrevoo militar já executado pelas Forças de Defesa de Israel.
O ataque israelense no Irã teve como foco principal depósitos de mísseis e plataformas antiaéreas. Autoridades militares israelenses afirmaram que a operação buscou “reduzir a capacidade de retaliação” iraniana após negociações nucleares que, na visão de Washington e Tel Aviv, não avançaram de forma satisfatória.
Mortes e feridos confirmados
De acordo com a Sociedade Crescente Vermelho, organização humanitária que atuou nas regiões atingidas, a ofensiva deixou 201 mortos e 747 feridos. A entidade informou que 24 das 31 províncias iranianas sofreram impactos, o que evidencia a amplitude do bombardeio.
Entre os episódios de maior repercussão, destaca-se o ataque a uma escola de meninas na cidade de Minab, província de Hormuzgan, no sul do país, onde 85 alunas perderam a vida. Na cidade de Lamerd, província de Fars, 18 civis morreram após explosões em uma área residencial que incluía um complexo esportivo e um salão vizinho a uma escola.
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Reações internacionais
A operação ocorreu dois dias depois de um ciclo de conversas entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que a ação visou “proteger cidadãos americanos”. Diversos governos, inclusive o brasileiro, condenaram o bombardeio, enquanto a Organização das Nações Unidas solicitou cessar-fogo imediato.
Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, afirmou que Teerã “exerce seu direito legítimo de defesa” e, posteriormente, lançou mísseis contra bases que abrigam tropas norte-americanas em países vizinhos, segundo informações repercutidas pela emissora Al Jazeera.
Escalada e possíveis desdobramentos
Analistas militares alertam que o ataque israelense no Irã pode desencadear nova escalada no Oriente Médio, sobretudo porque a ação envolveu alvos civis e atingiu quase todo o território iraniano. Além da preocupação humanitária, há temor de que as retaliações ultrapassem fronteiras regionais, pressionando a comunidade internacional a intervir diplomaticamente.
Enquanto isso, especialistas em direito internacional lembram que a Carta da ONU impõe restrições a ações unilaterais que resultem em grande número de vítimas civis. O Conselho de Segurança convocou reunião de emergência para discutir sanções ou medidas de mediação, mas ainda não chegou a consenso sobre passos futuros.
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Crédito da imagem: Frame/Reuters
Fonte: Frame/Reuters
