Ataque israelense em Beirute destrói prédios e amplia guerra
Ataque israelense em Beirute devastou áreas residenciais na capital libanesa na madrugada de 18 de março, deixando ao menos dez mortos e sinalizando a expansão do conflito conduzido por Israel e Estados Unidos contra o Irã.
Ataque israelense em Beirute destrói prédios e amplia guerra
Caças israelenses lançaram mísseis sobre Bachoura, região central da cidade, após avisar moradores de que o edifício-alvo seria destruído por supostamente abrigar militantes do Hezbollah. Imagens verificadas pela agência Reuters mostram a construção desabando ao amanhecer e bombeiros trabalhando em uma pilha de escombros fumegantes.
Testemunhas como Abu Khalil relataram que auxiliaram vizinhos a evacuar o local momentos antes da explosão. Segundo ele, “não havia nenhum objetivo militar nas proximidades” e a ação buscou apenas “aterrorizar a população”. Outros dois bairros centrais também foram atingidos sem aviso prévio, elevando o número de vítimas, de acordo com autoridades libanesas.
Mortes de autoridades iranianas acentuam escalada
O bombardeio ocorreu um dia após a morte do ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, e do chefe de segurança Ali Larijani. Ambos foram mortos em ações atribuídas a Israel logo depois do falecimento do aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra. Teerã reagiu com mísseis de múltiplas ogivas que, segundo Tel Aviv, provocaram duas mortes perto da metrópole.
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, rejeitou iniciativas internacionais para conter a escalada, afirmando que Estados Unidos e Israel “precisam ser colocados de joelhos”. O chanceler Abbas Araqchi reiterou que o sistema político iraniano não depende de indivíduos e manterá suas operações estratégicas.
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Impacto regional e custos políticos
Três semanas após o início das hostilidades, a tensão atinge toda a região. No sul do Líbano, tanques israelenses avançam em busca de posições do Hezbollah. Israel reconheceu ter disparado erroneamente contra uma base da ONU, ferindo três capacetes-azuis de Gana.
Dentro de Israel, um míssil iraniano abriu cratera em Holon, ao sul de Tel Aviv, incendiando veículos. Os efeitos econômicos também se multiplicam: a interrupção no fornecimento de energia elevou o preço do diesel nos EUA acima de US$ 5 o galão, gerando pressão política sobre o presidente Donald Trump.
Balanço de vítimas
Dados libaneses apontam 900 mortos e 800 mil deslocados internos. A organização HRANA, sediada nos Estados Unidos, calcula mais de 3 mil mortos no Irã desde o início dos bombardeios em fevereiro. No Iraque, países do Golfo e em Israel, ataques iranianos causaram outras catorze baixas civis.
No discurso oficial, Washington e Tel Aviv afirmam querer impedir a projeção de poder de Teerã e neutralizar seus programas nuclear e de mísseis, ao mesmo tempo em que encorajam a população iraniana a derrubar o regime clerical. Até agora, não há indícios de protestos organizados em larga escala dentro do Irã.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
