Armazenamento de plasma no SUS terá aumento de 30% com novos equipamentos O Sistema Único de Saúde passará a aproveitar 30% mais plasma sanguíneo graças à compra de 604 unidades de congelamento de alta tecnologia, viabilizada por investimento de R$ 116 milhões do Novo PAC Saúde.
Economia anual estimada em R$ 260 milhões
Durante anúncio realizado no Hemorio, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 2025, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a modernização reduzirá a dependência de importação de hemoderivados, gerando economia de aproximadamente R$ 260 milhões por ano. A pasta lembra que a compra de medicamentos derivados do plasma tem sido necessária porque o país ainda não produz todos os fatores de coagulação em escala suficiente.
Equipamentos aceleram o congelamento do plasma
O lote adquirido inclui blast-freezers, ultrafreezers e freezers comuns. Os blast-freezers, tecnologia até então inédita na rede pública, congelam o plasma em minutos, preservando proteínas essenciais para a produção de imunoglobulinas e fatores de coagulação. Todos os aparelhos devem estar instalados até o primeiro trimestre de 2026 em 125 serviços de hemoterapia distribuídos por 22 estados.
Produção nacional poderá chegar a 500 mil litros/ano
Com a expansão da capacidade de armazenamento de plasma, a nova fábrica da Hemobrás, inaugurada em 2025, terá condições de operar em seu limite projetado, processando até 500 mil litros anuais. De acordo com o Ministério da Saúde, a oferta de plasma captado em unidades públicas cresceu 288% nos últimos três anos, saindo de 62,3 mil para 242,1 mil litros.
Demanda por hemoderivados em alta
O plasma é matéria-prima para medicamentos indispensáveis ao tratamento de hemofilia, deficiências imunológicas e situações cirúrgicas complexas. O uso de imunoglobulinas, inclusive as hiperimunes, vem se expandindo para diversas patologias, reforçando a necessidade de estoques seguros. Dados do governo federal apontam que, das bolsas coletadas em 2024, apenas 13% do plasma disponível foi utilizado em transfusões; o restante pode ser encaminhado à indústria de hemoderivados.
Contexto internacional e incentivo à doação
Segundo a Organização Mundial da Saúde, países que produzem hemoderivados localmente reduzem custos e aumentam a segurança do paciente. A estratégia brasileira segue a mesma lógica, e a ampliação foi anunciada durante a semana nacional do doador de sangue, período em que se reforça a necessidade de voluntários. Informações sobre requisitos de doação podem ser consultadas no portal do Ministério da Saúde.
Com o novo parque tecnológico, o governo espera melhor aproveitar as mais de 3,3 milhões de bolsas coletadas anualmente, incentivando que o excedente de plasma seja convertido em medicamentos estratégicos para a rede pública.
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Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
