Árbitro de Mirassol x Bahia relata ameaças e nega ofensa Árbitro principal da partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, Paulo César Zanovelli afirmou em súmula ter sofrido ameaças e rejeitou a acusação de que mandara os atletas do Mirassol “chorarem no vestiário” após o segundo gol do Bahia.
Árbitro de Mirassol x Bahia relata ameaças e nega ofensa
No documento enviado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o árbitro mineiro descreveu a entrevista em que o zagueiro João Victor, capitão da equipe paulista, sustentou ter ouvido a provocação. “Afirmo veementemente que tais palavras são inverídicas e em nenhum momento foram proferidas por mim ou por algum membro da equipe de arbitragem”, registrou Zanovelli.
A polêmica começou aos 43 minutos do segundo tempo, quando o Bahia marcou o gol da virada. O elenco do Mirassol reclamou de suposta falta de Gilberto em Negueba, não assinalada nem por Zanovelli nem pelo VAR Wagner Reway. O confronto ficou paralisado por aproximadamente dez minutos, enquanto os paulistas se recusavam a reiniciar o jogo; do banco, o lateral-esquerdo Reinaldo pedia que o time deixasse o gramado.
Agressões verbais e invasão de campo
Após o apito final, diversos integrantes uniformizados da comissão técnica do Mirassol avançaram sobre a arbitragem. Dois deles receberam cartão vermelho: o fisioterapeuta Allan Ferreira Munhos da Silva, citado nominalmente, e outro membro não identificado. Segundo Zanovelli, Allan o chamou de “safado” e “ladrão”, além de afirmar que o resultado “já veio combinado da CBF”.
O diretor de futebol do clube paulista, José Paulo Bezerra Maciel Júnior, também confrontou a equipe de arbitragem, responsabilizando-a pela derrota e advertindo: “agressões vocês vão ver quando passarem no túnel”, momento em que as luzes do setor foram apagadas, relata o juiz.
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Escolta e atraso para deixar o estádio
Sem efetivo suficiente, a Polícia Militar precisou aguardar reforços antes de conduzir a equipe de arbitragem com segurança aos vestiários, procedimento que levou cerca de 35 minutos. Por recomendação do comandante do policiamento, Zanovelli e assistentes deixaram o local sem tomar banho nem concluir relatórios no estádio. A escolta prosseguiu até o hotel em que o quarteto estava hospedado.
Enquanto árbitros e policiais permaneciam no meio-campo, o lance contestado foi exibido repetidas vezes no telão, o que, de acordo com a súmula, “incitava a torcida” a entoar cânticos ameaçadores: “uh, vai morrer”.
Segundo nota da CBF, relatórios e eventuais punições serão analisados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após o recebimento de toda a documentação oficial da partida.
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Crédito da imagem: Reprodução/Premiere
Fonte: Futebol Baiano
