Mensagens falsas de emergência assustaram sergipanos na madrugada deste sábado. A Anatel confirmou que os alertas não foram emitidos pelas autoridades competentes e pediu calma à população.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se manifestou neste sábado (20) em relação às mensagens falsas que alarmaram a população na madrugada de hoje. O órgão afirmou que “não há, neste momento, qualquer motivo para preocupação por parte da população em decorrência das mensagens recebidas”. Além disso, a Anatel esclareceu que os alertas não foram emitidos pelas autoridades competentes que são responsáveis pelo sistema de alertas à população.
A Agência reforça a relevância do sistema de alertas por Cell Broadcast, apto a cumprir seu propósito de apoiar as ações de prevenção e resposta a desastres, contribuindo para a proteção da população e a preservação de vidas.
Entenda o caso: Na madrugada deste sábado, milhões de brasileiros receberam alertas com a mensagem ‘misantropi4’. A Defesa Civil Nacional rapidamente negou a emissão do alerta e informou que a plataforma de envio dos mesmos foi desativada às 1h30, poucos minutos após o disparo da mensagem e o alerta sonoro.
A Defesa Civil de São Paulo informou que a ferramenta, desenvolvida em conjunto pela Anatel e pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), está sob investigação por parte de ambos os órgãos.
Enquanto as investigações estão em andamento, a ferramenta permanecerá desativada. Mas o que significa a palavra ‘misantropia’? De acordo com o dicionário Michaelis, trata-se do “horror à humanidade ou aversão à natureza humana”, caracterizando um estado de profunda tristeza, depressão e melancolia, além de refletir a tendência de evitar a companhia de outras pessoas.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que está vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), já acionou a Polícia Federal para investigar a autoria e a extensão do ataque cibernético que disparou a notificação falsa em diversas regiões do país. A principal linha de investigação está voltada para um possível ataque hacker coordenado.
