O analista Alexandre Borges publicou recortes que, segundo ele, mostram o PT ligando o senador Flávio Bolsonaro ao nazismo. Borges afirma que a associação é uma estratégia antiga do partido.
O analista político Alexandre Borges afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) recorre a uma estratégia antiga de associar adversários ao nazismo, como teria ocorrido neste domingo, 11, em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A afirmação foi feita em mensagem publicada no perfil do analista na rede social X, acompanhada de recortes de reportagens antigas.
“Alguém identifica um padrão aqui?”
No material compartilhado, segundo o analista, aparecem recortes de jornais em que o PT teria comparado Geraldo Alckmin, atualmente vice-presidente da República e candidato à reeleição na chapa de Lula, a Adolf Hitler. Também há referência a uma reportagem de agosto de 2012 que trata de um vídeo vinculado à campanha de Fernando Haddad que ligava o então candidato José Serra a Hitler — episódio ocorrido durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo naquele ano. Serra acabou perdendo a eleição.
Outro recorte exibido pelo analista relaciona, de acordo com o material mostrado, ataques semelhantes feitos pelo PT contra Aécio Neves na campanha presidencial de 2014. Naquele pleito, o objetivo apontado nas peças era fragilizar o concorrente e facilitar o caminho para a candidata Dilma Rousseff, que acabou eleita como sucessora de Lula da Silva.
Na atual disputa entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o PT, na visão de opositores e de analistas, vem mostrando um comportamento que já foi observado em eleições anteriores: o uso de informações consideradas falsas por críticos. Esses observadores afirmam que o volume de publicações desse tipo tem levado redes sociais a resgatar episódios antigos envolvendo, inclusive, aliados do atual governo.
Entre os exemplos citados está o caso da ex-ministra Marina Silva (Rede), que, conforme as peças reapresentadas, foi acusada pela campanha petista de 2014 de planejar a destituição do título de padroeira do Brasil, atribuído a Nossa Senhora Aparecida, além de ameaçar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida caso viesse a ser eleita. Marina foi candidata derrotada ao Senado por São Paulo em pleito posterior.
O post do analista traz uma leitura crítica sobre a repetição de padrões de comunicação política, enquanto opositores e analistas discutem o impacto desses ataques nas campanhas atuais e em eleições passadas.
