Agenda de segurança pública é o ponto central da campanha Vote pela Paz, lançada pelo Instituto Sou da Paz para pressionar candidaturas a apresentarem compromissos concretos de combate à violência nas eleições de 2026.
Agenda de segurança pública do Sou da Paz foca eleições de 2026
Divulgada recentemente, a agenda eleitoral “Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade” reúne medidas aplicáveis nos âmbitos estadual e federal. A diretora-executiva do Instituto, Carolina Ricardo, afirma que o eleitorado “está cansado de promessas simplistas” e exige “políticas que funcionem de verdade”.
Embora o país registre queda nos homicídios, o documento lembra que mais de 44 mil pessoas ainda morrem de forma violenta por ano. Entre os desafios citados aparecem a expansão do crime organizado, fraudes e extorsões digitais, roubos de celulares e violência contra meninas e mulheres.
Cinco eixos prioritários
As propostas do Sou da Paz foram organizadas em cinco frentes:
- Proteção de meninas e mulheres
- Fortalecimento das polícias
- Enfrentamento ao crime organizado
- Redução dos roubos
- Retirada de armas ilegais de circulação
Entre as ações sugeridas estão a valorização dos profissionais de segurança, o uso responsável de tecnologias, o reforço das investigações e a integração entre instituições para combater o tráfico de armas.
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O que pensa a população
Pesquisa nacional feita pelo Sou da Paz mostra que 94 % dos entrevistados percebem algum grau de violência onde vivem. Mais da metade evita sair à noite, e um terço prefere não usar o celular na rua. Para 82 % dos respondentes, bodycams protegem bons policiais e produzem provas contra criminosos; 73 % associam mais armas a mais mortes, e 65 % defendem uma polícia melhor preparada em vez de um aumento de efetivo.
Combate ao crime organizado
Dados da própria agenda indicam que, em três anos, o crime organizado movimentou R$ 350 bilhões em atividades como venda irregular de combustíveis, garimpo ilegal e contrabando de cigarros. O texto recomenda:
- cooperação entre Receita Federal, Polícia Federal, Banco Central, Ministérios Públicos e polícias estaduais;
- integração com organismos internacionais;
- priorização de investigações financeiras para sufocar o fluxo de recursos ilícitos;
- uso de operações territoriais apenas em condições que resguardem população e agentes.
Mais detalhes sobre o projeto podem ser consultados no site oficial do Instituto Sou da Paz (soudapaz.org), reconhecido internacionalmente por pesquisas e ações na área.
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Crédito da imagem: Sou da Paz
Fonte: Sou da Paz
