Advogado deixa defesa do ex-presidente do BRB no Caso Master após o criminalista Eugênio Aragão anunciar, em 19 de maio, que não representará mais Paulo Henrique Costa, preso na Papuda e negociando acordo de delação premiada.
Advogado deixa defesa do ex-presidente do BRB no Caso Master
Aragão divulgou nota pública na qual afirma participar apenas de causas “pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”. Sem detalhar o motivo concreto da saída, o ex-ministro da Justiça declarou que qualquer colaboração premiada só deve ser aceita quando respaldada por provas consistentes e inequívocas, respeitando a legalidade e a reputação dos envolvidos.
Entenda a investigação
Paulo Henrique Costa foi detido em 16 de abril durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que apura fraudes no Banco Master e tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Segundo os investigadores, o ex-presidente do banco público teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, valor que seria repassado por meio de imóveis. Costa nega as acusações.
A Procuradoria-Geral da República acompanha o caso e avalia o eventual acordo de delação. Pessoas próximas às tratativas afirmam que a colaboração premiada poderá atender a exigências rígidas de comprovação documental.
Próximos passos
Com a saída de Eugênio Aragão, a defesa de Costa deverá ser assumida por outro escritório especializado em direito penal econômico. Fontes do setor apontam que, sem a condução de Aragão, as negociações para delação podem ganhar novo ritmo, pois caberá ao novo advogado revisar termos, provas e consequências legais.
No Judiciário, o inquérito permanece sob sigilo parcial. A Polícia Federal pretende concluir a análise das mensagens trocadas entre os investigados e rastrear a origem de imóveis que teriam sido oferecidos como vantagem indevida.
O caso também repercute no mercado financeiro porque envolve a tentativa de aquisição do Banco Master por uma instituição ligada ao governo do Distrito Federal. Analistas avaliam que o desfecho da investigação poderá influenciar a governança de bancos públicos e privados.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
