Acordos preliminares China EUA são confirmados após visita de Trump
Acordos preliminares China EUA são confirmados após visita de Trump O Ministério do Comércio chinês informou que os entendimentos tarifários, agrícolas e aeronáuticos assinados durante a passagem do então presidente norte-americano Donald Trump por Pequim, encerrada em 15 de maio, ainda carecem de definições sobre valores, volumes e cronogramas.
Detalhes dos conselhos de comércio e investimento
Em nota divulgada em seu portal oficial, a pasta chinesa explicou que os dois governos acordaram a criação de um Conselho de Investimentos e de um Conselho de Comércio. Esses fóruns deverão negociar cortes tarifários recíprocos e específicos por produto, além de reduções mais amplas que incluam itens agrícolas ainda não listados. O comunicado não citou empresas nem apresentou prazos.
Pontos sensíveis na agenda agrícola
Pequim e Washington também se comprometeram a atacar barreiras não tarifárias e questões de acesso a mercado. Segundo o ministério, os Estados Unidos se dispuseram a “promover ativamente” a solução de três reivindicações históricas da China: a detenção automática de produtos lácteos e aquáticos, a liberação de bonsais cultivados em substratos para exportação ao mercado norte-americano e o reconhecimento da província de Shandong como área livre de gripe aviária.
Do lado chinês, haverá esforço para destravar o registro de instalações de carne bovina norte-americanas e autorizar o envio de carne de aves de determinados estados dos EUA, demanda considerada prioritária por Washington.
Acordos comerciais ainda sem cifras definidas
O governo chinês evitou apresentar estimativas de montante ou impacto macroeconômico dos acordos preliminares China EUA. Analistas ouvidos pela agência Reuters lembram que negociações semelhantes no passado levaram meses até se converterem em contratos definitivos, muitas vezes sendo reavaliadas durante o processo.
Durante os dois dias de encontro em Pequim, Trump e o presidente Xi Jinping trocaram elogios públicos, destacaram a necessidade de equilíbrio na balança comercial e prometeram acelerar tratativas em setores estratégicos, como aviação civil e tecnologias de ponta. Apesar da retórica positiva, poucos detalhes concretos foram apresentados ao final da visita.
Próximos passos
A expectativa é que os conselhos recém-criados se reúnam nas próximas semanas para estabelecer calendários de trabalho e definir prioridades. Fontes diplomáticas chinesas, citadas pela imprensa local, indicam que a eliminação de restrições sanitárias e o alinhamento de padrões regulatórios serão temas iniciais.
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Crédito da imagem: Reuters/Kenny Holston
Fonte: Agência Brasil
