Acordos comerciais Brasil-Coreia do Sul marcam nova etapa da relação bilateral após declaração conjunta dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, na última segunda-feira (23 de fevereiro), em Seul.
Parceria elevada a nível estratégico
Durante a cerimônia no Palácio Presidencial, Lula ressaltou que a cooperação passou a “Parceria Estratégica”, acompanhada de um Plano de Ação para os próximos três anos. O presidente brasileiro lembrou que, desde 2010, nenhum chefe de Estado do Brasil visitava a Coreia do Sul, lacuna que considerou incompatível com os vínculos sociais e econômicos já existentes.
Setores contemplados nos novos acordos
Os entendimentos assinados abrangem agricultura, tecnologia de ponta, semicondutores e saúde. No campo sanitário, o foco recai sobre produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnósticos de doenças transmissíveis e crônicas, além de genômica avançada e saúde digital.
Na área de inovação, ambos os países visam ampliar projetos conjuntos em inteligência artificial e transição energética, aproveitando o potencial brasileiro em minerais críticos. “Iniciamos um ciclo renovado de prosperidade compartilhada”, declarou Lula.
Reforço ao comércio bilateral
Com intercâmbio de aproximadamente US$ 11 bilhões, a Coreia do Sul é o quarto parceiro comercial do Brasil na Ásia. Segundo Lula, o país asiático também figura como principal destino de investimentos coreanos na América Latina. O Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva deverá “facilitar o comércio bilateral, harmonizar regulações e oferecer mais segurança às empresas”, afirmou o presidente.
Os líderes ainda discutiram caminhos para retomar as negociações interrompidas em 2021 entre Mercosul e Coreia do Sul, iniciativa que pode ampliar o acesso a mercados e reduzir barreiras tarifárias.
Compromisso com democracia e combate à desinformação
Lula e Lee destacaram convergência em valores democráticos e a necessidade de fortalecer a soberania popular diante de extremismo, notícias falsas e ameaças autoritárias. A posição conjunta foi louvada por observadores internacionais; especialistas do Brookings Institution apontam que o alinhamento político facilita avanços econômicos.
Com os acordos recém-assinados, Brasília e Seul esperam não apenas elevar o fluxo de comércio, mas também impulsionar trocas culturais e educacionais, consolidando uma agenda robusta para os próximos anos.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Agência Brasil
