Acordo Mercosul-União Europeia: Lula agradece apoio da Espanha
Acordo Mercosul-União Europeia: Lula agradece apoio da Espanha foi o centro de uma ligação realizada em 9 de janeiro de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Durante a conversa, Lula reconheceu o empenho de Madri para que o Conselho Europeu aprovasse o tratado comercial e ressaltou que o entendimento deve gerar benefícios concretos para as populações dos dois blocos.
Benefícios esperados do acordo
Segundo Lula, a aprovação sinaliza a defesa do multilateralismo e de regras estáveis de comércio entre Mercosul e União Europeia. O presidente destacou que a remoção de barreiras tarifárias pode ampliar o intercâmbio de bens, serviços e investimentos, criando oportunidades de crescimento para Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e os 27 países europeus. O tema também é acompanhado por entidades como o Conselho Europeu, que monitora o avanço do texto antes da ratificação final nos parlamentos nacionais.
Situação na Venezuela em debate
Além do tratado, Lula e Sánchez discutiram a crise venezuelana, intensificada após o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Ambos recordaram a declaração conjunta assinada por Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai, que repudia zonas de influência e o uso da força sem respaldo da Carta da ONU. Os líderes também saudaram o anúncio, feito em Caracas pelo presidente da Assembleia Nacional, de libertação de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros, incluindo quatro espanhóis.
Novo foro sobre democracia
Sánchez concordou com a proposta de Lula de organizar, nos próximos meses, uma nova edição do foro “Em Defesa da Democracia: Combatendo os Extremismos” em território espanhol. O encontro daria sequência às discussões realizadas anteriormente em Santiago e Nova York, com o objetivo de fortalecer instituições democráticas e combater discursos radicais.
Ao encerrar a ligação, Lula reiterou a importância de uma implementação rápida do acordo Mercosul-UE, defendendo que os parlamentos dos dois lados do Atlântico priorizem a análise do texto ainda em 2026.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Agência Brasil
