Acordo Mercosul-UE deve vigorar no 2º semestre, diz Alckmin Em entrevista concedida em 15 de janeiro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que o tratado comercial entre Mercosul e União Europeia pode ser implementado no segundo semestre de 2026, caso seja ratificado pelos parlamentos brasileiro e europeu ainda na primeira metade do ano.
Assinatura prevista e trâmites legislativos
Segundo Alckmin, a assinatura formal do acordo está marcada para 17 de janeiro. Após o ato, o texto seguirá para análise do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional. “A expectativa é votar a lei de internalização no primeiro semestre; assim, o acordo entra em vigor imediatamente no semestre seguinte”, explicou o ministro durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Dimensão econômica do tratado
Considerado o maior pacto entre blocos do planeta, o Acordo Mercosul-UE abrangerá cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 22 trilhões. De um lado estarão os cinco integrantes do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia —; do outro, os 27 países membros da União Europeia, listados entre as economias mais desenvolvidas do mundo. De acordo com a Comissão Europeia, o acordo eliminará gradualmente tarifas e estabelecerá regras comuns para investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual.
Impactos para empresas e consumidores
Alckmin destacou que a remoção de tarifas abrirá caminho para “livre-comércio com regras”, ampliando as exportações de indústrias brasileiras que dependem do mercado externo para manter empregos e operações. “Comércio exterior, hoje, é emprego na veia”, afirmou. Para os consumidores, o governo projeta maior oferta de produtos, preços mais competitivos e padrões de qualidade elevados, resultado da concorrência direta entre fornecedores dos dois continentes.
Sinal político em cenário de protecionismo
O vice-presidente classificou o tratado como “exemplo para o mundo” em um contexto marcado por conflitos geopolíticos e medidas protecionistas. Na avaliação dele, o entendimento entre Mercosul e União Europeia demonstra que o diálogo multilateral ainda pode prevalecer, gerando oportunidades de crescimento mútuo sem barreiras comerciais excessivas.
Com a tramitação em fase decisiva, o Acordo Mercosul-UE tornou-se peça chave na agenda econômica brasileira. Acompanhe nossa cobertura internacional para entender os próximos passos e os efeitos desse tratado histórico.
Crédito da imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Fonte: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
