Ataques dos EUA à Venezuela desencadearam, nas primeiras horas de 3 de janeiro de 2026, um pronunciamento do ministro do Interior, Diosdado Cabello, que surgiu cercado por militares armados e apelou à calma da população diante da ofensiva norte-americana e do suposto sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Ministro escoltado por militares reforça apelo
No vídeo gravado ainda antes do amanhecer, Cabello – segundo nome mais influente do chavismo – pediu que os venezuelanos confiassem “na liderança do alto comando político e militar” e evitassem qualquer ato de desespero que facilitasse “o inimigo invasor”. Ele classificou o bombardeio como “criminoso e covarde” e assegurou que o país permanece “completamente calmo”.
Bombardeios teriam atingido áreas civis
De acordo com o ministro, mísseis lançados pelos Estados Unidos atingiram zonas habitadas, provocando mortes de civis. Cabello questionou se organizações internacionais admitirão “cumplicidade” diante do episódio. A vice-presidente Delcy Rodríguez solicitou a Washington prova de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, informação que não havia sido atendida até o momento.
Paralelos históricos e motivações
Especialistas recordam que a última invasão norte-americana em solo latino ocorreu no Panamá, em 1989, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado. A Casa Branca, agora comandada por Donald Trump, acusa Maduro de liderar o suposto cartel “De Los Soles” e oferecia recompensa de US$ 50 milhões por sua prisão. Analistas consultados pela BBC apontam interesses geopolíticos e controle sobre as maiores reservas de petróleo do mundo como motivadores centrais da ação.
Governo admite “vitória parcial” dos EUA
Embora garanta que “aqui não há covardes”, Cabello reconheceu que os bombardeios representaram um êxito parcial para Washington, que apostava em provocar revolta interna. Segundo o ministro, entretanto, a população venezuelana se mantém organizada para responder a futuras investidas.
Em resumo, o governo chavista busca demonstrar unidade militar e política, enquanto pressiona organismos internacionais por condenação formal dos ataques e esclarecimentos sobre o paradeiro de Nicolás Maduro.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
