Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna à PF na tarde de 1º de janeiro, deixando o Hospital DF Star, em Brasília, após oito dias de internação para tratar uma hérnia inguinal bilateral e um quadro persistente de soluços.
Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna à PF
O comboio da Polícia Militar do Distrito Federal e veículos descaracterizados conduziu o ex-presidente diretamente à Superintendência da Polícia Federal, onde ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses por participação em tentativa de golpe de Estado. O retorno marca o fim de uma internação iniciada em 24 de dezembro, quando Bolsonaro foi submetido à correção cirúrgica da hérnia.
Durante a permanência no hospital, a equipe médica realizou uma endoscopia em 31 de dezembro para investigar a persistência de esofagite e gastrite, condições que provocavam frequentes crises de soluços. O boletim divulgado pela direção clínica informou melhora significativa, liberando o paciente para alta sem necessidade de novos procedimentos.
No mesmo dia da liberação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa. O magistrado ressaltou que não houve fatos supervenientes capazes de modificar decisão anterior, de 19 de dezembro, que negara benefício semelhante. A íntegra do despacho está disponível no site do Supremo Tribunal Federal.
Moraes manteve a autorização para que Bolsonaro receba acompanhamento médico contínuo, inclusive fisioterapeuta, além de alimentação preparada por familiares. A defesa argumentava que o pós-operatório exigiria cuidados fora do ambiente carcerário, tese não acolhida pelo relator do processo.
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Bolsonaro está preso desde novembro de 2025, quando foi detido por agentes federais após a condenação em regime fechado. A decisão judicial incluiu a determinação de que o ex-presidente permaneça na carceragem da PF em Brasília, onde foram instalados equipamentos de monitoramento e atendimento de saúde.
A alta hospitalar põe fim a uma semana de especulações sobre possível mudança de regime. Com o retorno, o ex-chefe do Executivo volta à rotina de custódia sob vigilância da Polícia Federal, enquanto seus advogados avaliam novos recursos.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
