Diretor do Banco Central participará de acareação sobre fraudes no Banco Master. A decisão, assinada pelo ministro Dias Toffoli em 27 de dezembro de 2025, garante a presença de Ailton de Aquino Santos, responsável pela fiscalização da autoridade monetária, na audiência que investiga irregularidades bilionárias envolvendo a instituição financeira.
Diretor do Banco Central participará de acareação sobre fraudes no Banco Master
O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a participação do diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, na acareação marcada para 30 de dezembro de 2025. Na sessão, também serão confrontados o banqueiro Daniel Vorcaro, sócio do Banco Master, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
A decisão de Toffoli foi proferida após recurso do BC que questionava a necessidade de o diretor comparecer. O ministro esclareceu que nem Santos nem o BC figuram como investigados; ainda assim, sua presença foi considerada “de especial relevância” para elucidar as tratativas de cessão de títulos entre instituições sob supervisão da autarquia.
No despacho, Toffoli frisou que a participação da autoridade reguladora “é salutar” para garantir transparência e precisão na oitiva dos envolvidos. O magistrado destacou que a investigação se concentra em supostas fraudes que teriam atingido R$ 17 bilhões, valores apurados pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero.
Deflagrada em novembro de 2025, a operação teve como alvos principais o Banco Master e seus dirigentes. Segundo a PF, o grupo teria concedido créditos fraudulentos e tentado vender o controle da instituição ao BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. Além de Vorcaro, são investigados os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira, Angelo Antonio Ribeiro da Silva e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima.
Em decisão anterior, Toffoli determinou que o caso seguisse no STF por envolver um deputado federal citado nas apurações, circunstância que atraiu o foro especial da Corte. Desde então, as oitivas e diligências ocorrem sob supervisão do Supremo.
A defesa de Vorcaro reiterou que o empresário “sempre se colocou à disposição das autoridades” e nega a tentativa de fuga do país após a deflagração da operação. Já o Banco Central sustenta que atua como colaborador para assegurar a integridade do sistema financeiro nacional.
Detalhes sobre a acareação, como horário e formato da oitiva, foram definidos pela Secretaria Judiciária do STF e serão conduzidos no edifício-sede da Corte, em Brasília. A sessão será restrita às partes, advogados e representantes do Ministério Público Federal, seguindo o rito previsto no Código de Processo Penal.
Para entender o papel da autoridade monetária em investigações de instituições financeiras, consulte a legislação disponível no site oficial do Banco Central do Brasil, referência em normas regulatórias.
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Crédito da imagem: ASCOM/STF
Fonte: ASCOM/STF
