Silvinei Vasques: ex-diretor da PRF é transferido para Brasília
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi levado de Foz do Iguaçu (PR) para Brasília na manhã de 27 de dezembro, segundo confirmou a Polícia Federal. Condenado por participação na chamada trama golpista, Vasques aguardava preso na cidade paranaense após ser detido no Paraguai enquanto tentava embarcar rumo a El Salvador.
Prisão preventiva determinada pelo STF
A transferência ocorreu poucas horas depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decretar a prisão preventiva do ex-dirigente. De acordo com a decisão, a tornozeleira eletrônica de Vasques deixou de emitir sinal de GPS por volta das 3h de 25 de dezembro. Agentes da PF encaminhados à residência do investigado, em São José (SC), constataram sua ausência e o rompimento do equipamento de monitoramento.
Captura no Paraguai
Vasques foi localizado no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no momento em que se preparava para embarcar para El Salvador, país sem acordo de extradição com o Brasil. Ele foi detido pela Policía Nacional del Paraguay e, na noite de 26 de dezembro, entregue a agentes brasileiros na Ponte da Amizade, que liga Ciudad del Este a Foz do Iguaçu.
Chegada a Brasília e próximos passos
Na capital federal, o ex-diretor da PRF passará por audiência de custódia e será encaminhado ao sistema prisional. A defesa de Vasques ainda não se manifestou publicamente sobre as novas medidas impostas pelo STF. O processo que apura sua participação nos bloqueios de rodovias e na tentativa de subverter o resultado eleitoral de 2022 segue em tramitação na Corte.
Contexto da condenação
Silvinei Vasques já havia sido condenado por obstrução de vias e abuso de autoridade, acusação reforçada após operações da PRF que dificultaram o acesso de eleitores a seções de votação durante o segundo turno de 2022. A tentativa de fuga para o exterior e o rompimento da tornozeleira eletrônica foram considerados agravantes para a decretação da prisão preventiva.
O novo capítulo da prisão de Vasques reforça o cerco judicial a ex-autoridades investigadas nos atos que atentaram contra a ordem democrática. A expectativa é de que a Procuradoria-Geral da República atualize as acusações com base na evasão frustrada.
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Crédito da imagem: Polícia do Paraguai
Fonte: Agência Brasil
