SAF do Bahia: Bellintani projeta evolução sustentável até 2025 — A palavra-chave “SAF do Bahia” define o foco da entrevista em que o ex-presidente Guilherme Bellintani revisita o acordo fechado com o Grupo City, destaca conquistas administrativas e indica os próximos passos rumo à autonomia financeira do clube.
SAF do Bahia: Bellintani projeta evolução sustentável até 2025
Em conversa concedida ao programa CNN Esportes S/A, da CNN Brasil, Bellintani recordou que, logo após a aprovação da Lei da SAF em 2021, o Grupo City foi o único parceiro considerado para conduzir a transformação estrutural do Esporte Clube Bahia. O dirigente classificou a escolha como “determinada e sem plano B”, sustentando que a credibilidade dos investidores dependia de um clube já organizado internamente.
Bellintani narrou que o Tricolor apresentava auditorias externas, contas aprovadas e conhecimento integral de suas dívidas, cenário que surpreendeu o conglomerado estrangeiro. Segundo ele, esse histórico facilitou a cláusula inédita que obrigou o Grupo City a quitar todo o passivo do Bahia no “D-zero”, utilizando recursos fora do orçamento da própria SAF.
O executivo, atualmente à frente da Squadra Sports, reforçou que a venda da participação majoritária ao conglomerado representa o ápice de um processo iniciado em 2013, quando o clube passou por intervenção judicial e abriu caminho para a democratização. “Foi a única SAF do Brasil que zerou a dívida com dinheiro externo”, enfatizou.
Meta é equilibrar contas antes de lucrar com atletas
Ao projetar o cenário de 2025, Bellintani explicou que o objetivo imediato é zerar o déficit operacional, permitindo que a comercialização de jogadores se converta em lucro líquido. “Nenhum investidor pretende repor caixa para sempre”, disse, ressaltando o perfil conservador do Grupo City em termos de governança.
Na avaliação do ex-mandatário, a trajetória escolhida evita crescimentos artificiais e prioriza uma escalada linear. Ele reconheceu que, em resultados esportivos, o Bahia ainda se posiciona abaixo de rivais como Atlético-MG e Palmeiras, mas celebrou o retorno à Libertadores e a campanha de 60 pontos no Campeonato Brasileiro como indicadores de progresso sustentável.
Transparência com a torcida e metas de longo prazo
Bellintani defendeu que a comunicação aberta foi decisiva para aprovação do projeto. “É melhor não aprovar uma SAF do que criar expectativas irreais”, alertou. O dirigente projeta que, entre 2028 e 2029, o Bahia estará consolidado no G-6, alcançando semifinais de Copa do Brasil e fases avançadas da Libertadores. A partir daí, títulos a cada dois ou três anos entram no radar.
Para reduzir a distância de arrecadação em relação a gigantes como Flamengo, a estratégia inclui investimento em tecnologia e inteligência de mercado. A lógica é potencializar a valorização de ativos: um atleta avaliado em 10 milhões de euros pode dobrar de preço após uma grande final, alimentando o ciclo econômico do projeto.
Mesmo afastado da gestão desde dezembro de 2023, Bellintani continua frequentando a Arena Fonte Nova como torcedor. Ele brinca que, agora, pode cobrar o técnico Rogério Ceni da arquibancada. “Torcida quer evolução ano a ano; é o que prometemos e estamos entregando”, concluiu.
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Crédito da imagem: CNN Brasil
Fonte: CNN Brasil
