Acordo UE-Mercosul deve ter apoio da maioria, diz von der Leyen A presidente da Comissão Europeia afirmou, em Bruxelas, que um número suficiente de países da União Europeia tende a respaldar o tratado comercial com o Mercosul, apesar do adiamento da assinatura para janeiro em razão de pedido da Itália por mais tempo.
Acordo UE-Mercosul deve ter apoio da maioria, diz von der Leyen
Ursula von der Leyen relatou aos chefes de Estado e de governo reunidos na capital belga que há confiança em uma maioria qualificada para ratificar o pacto entre a União Europeia (UE) e o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Segundo ela, as conversas com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai resultaram em consenso para transferir a cerimônia de assinatura para o próximo mês de janeiro.
O pedido de prorrogação partiu de Roma, que alegou precisar analisar detalhes adicionais. A exigência da Itália reduziu temporariamente o apoio dentro do Conselho da UE, instância responsável por aprovar o texto negociado desde 1999. Ainda assim, Von der Leyen declarou estar “confiante” em reunir votos suficientes quando o tema voltar à pauta.
O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas sobre produtos agrícolas e industriais, além de regras de sustentabilidade que vêm sendo criticadas por setores europeus. Mesmo controverso, o tratado é visto pela Comissão Europeia como peça-chave para ampliar a presença geopolítica do bloco e diversificar fornecedores de matérias-primas estratégicas. Reportagem da agência Reuters indica que exportadores europeus pressionam pela conclusão rápida do processo.
Paralelamente, líderes sul-americanos têm reiterado a importância do entendimento para incrementar investimentos e gerar empregos na região. Caso seja ratificado, o pacto criará uma zona de livre-comércio que englobará aproximadamente 780 milhões de consumidores, tornando-se uma das maiores do planeta.
Em Bruxelas, Von der Leyen reforçou que o diálogo com os governos sul-americanos permanece “aberto e construtivo” até a formalização do documento. Diplomaticamente, o adiamento para janeiro é visto como estratégia para acomodar preocupações internas sem comprometer o calendário geral de ratificação, que ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu e pelos legislativos nacionais.
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Fonte: Nicolas Economou/NurPhoto
