Projeto Ártemis investiga genética do AVC e impulsiona medicina de precisão
Projeto Ártemis investiga genética do AVC e impulsiona medicina de precisão ao mapear o DNA de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral isquêmico, condição responsável por 85% dos casos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde.
Estudo coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento
Financiada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), a pesquisa envolve o Hospital Moinhos de Vento e outros dez centros de alta complexidade espalhados por todas as regiões brasileiras. A neurologista Ana Cláudia de Souza, investigadora principal, afirmou em 18 de dezembro de 2025 que a iniciativa abrirá caminho para a medicina de precisão dentro do SUS.
Meta de mil voluntários até 2026
O projeto prevê incluir 500 pessoas que sofreram AVC isquêmico e 500 indivíduos sem histórico da doença, permitindo comparar alterações genéticas específicas. O primeiro participante foi recrutado em novembro de 2025, e a meta é chegar a mil voluntários até o fim de 2026. Ao analisar o genoma completo, os cientistas buscam identificar fatores de risco hereditários e prever a resposta a medicamentos, dieta e exercícios.
Impacto no tratamento e na prevenção
Avanços obtidos nas últimas duas décadas, como a trombectomia mecânica, já reduziram sequelas na fase aguda do AVC. No entanto, o país ainda registra altas taxas de mortalidade: 85.427 óbitos em 2024, de acordo com a Rede Brasil AVC. A partir das informações genéticas coletadas, equipes de saúde poderão adotar terapias mais específicas e estratégias preventivas individualizadas, reforçando a necessidade de controlar hipertensão, diabetes e colesterol.
Diversidade genômica brasileira em destaque
Grande parte dos estudos de genômica concentra-se em populações europeias e norte-americanas. Ao integrar a iniciativa Genomas Brasil, o Projeto Ártemis amplia a representação latino-americana em pesquisas internacionais e capacita profissionais do SUS em genética e aconselhamento.
Os resultados podem ainda ser estendidos a outros países da América Latina, fortalecendo a cooperação regional em doenças cerebrovasculares.
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Crédito da imagem: HMV/Divulgação
Fonte: Agência Brasil
