Privatização dos Correios é descartada por Lula, que estuda reestruturação foi a garantia dada pelo presidente da República em 18 de dezembro de 2025, quando ressaltou que a estatal passará por um amplo processo de modernização para recuperar a saúde financeira sem recorrer à venda total do controle.
Privatização dos Correios é descartada por Lula, que estuda reestruturação
O chefe do Executivo reafirmou que, “enquanto eu for presidente, não tem privatização”, mas admitiu a possibilidade de transformar o Correios em empresa de economia mista ou firmar parcerias estratégicas. Segundo ele, grupos italianos e brasileiros já manifestaram interesse em cooperar, modelo que, na avaliação do governo, pode acelerar a adoção de novas tecnologias e ampliar a competitividade.
Gestão e novo comando focam em eficiência
Para Lula, os prejuízos acumulados decorrem de “gestão equivocada”. Em setembro, Emmanoel Rondon assumiu a presidência da estatal com a missão de implementar um plano de reestruturação financeiro e operacional. Internamente, o diagnóstico aponta que a forte concorrência do comércio eletrônico privado reduziu margens e pressionou o fluxo de caixa.
A primeira etapa do plano prevê a negociação de um empréstimo de R$ 20 bilhões com bancos. O aval da União está em análise no Ministério da Fazenda, mas as conversas indicam limite inferior a R$ 6 bilhões, condicionado ao cumprimento de metas de eficiência. Detalhes sobre cortes de despesas, modernização de centros de distribuição e renovação de frota ainda serão apresentados ao Conselho de Administração.
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Nova regra ampara estatais não dependentes
Em meio à crise, o governo editou decreto que flexibiliza a classificação de empresas públicas com receita própria, permitindo que se reestruturem antes de se tornarem dependentes do Tesouro Nacional. A medida, segundo o Ministério da Gestão e Inovação, evita que a União arque automaticamente com déficits sem exigir contrapartidas de governança.
Embora rejeite a venda integral, Lula destacou que “uma empresa pública não precisa ser a rainha do lucro, mas não pode ser a rainha do prejuízo”. O objetivo, reiterou, é equilibrar contas e garantir serviços postais universais. Informações adicionais sobre o plano podem ser consultadas no site institucional da estatal (Correios).
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
