Novo PAC executa 70,8% dos R$ 1,3 trilhão previstos O programa federal já mobilizou R$ 944,8 bilhões em obras e equipamentos entre 2023 e agosto de 2025, segundo balanço divulgado na última quarta-feira (10 de dezembro de 2025) pelo Palácio do Planalto.
Novo PAC executa 70,8% dos R$ 1,3 trilhão previstos
De acordo com o relatório oficial, o Novo PAC alcançou 70,8 % de execução financeira em menos de dois anos. Dos R$ 1,3 trilhão prometidos para o ciclo 2023-2026, R$ 944,8 bilhões já foram aplicados em rodovias, ferrovias, saneamento, saúde, educação e outras áreas estruturantes em todas as regiões do país.
No evento de apresentação dos números, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o volume de recursos movimentados e pediu celeridade a governadores e prefeitos para dar continuidade às obras. “Muita gente achava humanamente impossível chegar a esse patamar. Agora a bola está com os gestores locais, e a burocracia não pode atrasar”, afirmou.
Lula lembrou que a seleção dos empreendimentos ocorreu em parceria com estados e municípios, priorizando ações capazes de alcançar periferias e populações de baixa renda. O chefe do Executivo também agradeceu à equipe da Casa Civil, responsável por coordenar o programa.
Novo PAC Seleções injeta mais R$ 39,3 bi em serviços essenciais
Durante a mesma cerimônia, o governo anunciou os últimos aportes desta fase do Novo PAC Seleções, canal voltado a projetos apresentados diretamente pelos entes federativos. Serão R$ 39,3 bilhões destinados a água, esgoto, saúde e educação, valor que inclui recursos orçamentários e financiamentos.
Nos eixos de abastecimento de água urbano e rural e esgotamento sanitário urbano, 288 iniciativas foram habilitadas, totalizando R$ 11,2 bilhões. Após a habilitação, estados e municípios devem encaminhar estudos de viabilidade e projetos de engenharia aos agentes financeiros antes da análise final pelo Ministério das Cidades.
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FIIS libera R$ 28,1 bi para saúde e educação
Outro destaque é o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), criado em agosto de 2024 e operado pelo BNDES. O governo autorizou R$ 28,1 bilhões para 1.701 propostas, sendo R$ 18,4 bilhões para saúde e R$ 9,7 bilhões para educação. Os recursos financiam desde a compra de ônibus escolares até a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), hospitais e creches.
Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o FIIS oferece juros reduzidos, carência estendida e prazos maiores de pagamento, características que podem impulsionar investimentos sociais nos municípios menores. Mais detalhes sobre o funcionamento do fundo estão disponíveis no site oficial do BNDES, referência em financiamento público.
Perspectivas até 2026
O plano completo prevê R$ 1,7 trilhão somando recursos públicos e privados, dos quais R$ 400 bilhões estão programados para depois de 2026. Para especialistas, o ritmo atual sinaliza possibilidade de superar a marca inicialmente estipulada, caso a articulação com entes locais se mantenha eficiente.
A Casa Civil reforçou que o monitoramento será contínuo. Relatórios trimestrais devem detalhar andamento físico e financeiro, permitindo ajustes de rota. A expectativa é que os novos contratos assinados via FIIS e PAC Seleções entrem em execução ao longo de 2025, ampliando a cobertura de saneamento básico, reduzindo o déficit de vagas em creches e modernizando unidades hospitalares.
No encerramento, Lula frisou que o Novo PAC “não é um programa do governo federal, mas um pacto nacional de desenvolvimento”. Ele reiterou que a prioridade permanece nos municípios que mais carecem de infraestrutura, ressaltando que “investir nos mais pobres é acelerar crescimento sustentável”.
Quer saber como esses investimentos impactam outras regiões do estado? Confira a cobertura completa na editoria Política e acompanhe as próximas atualizações.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
