Cassação de Carla Zambelli avança após aprovação na CCJ
Cassação de Carla Zambelli ganhou novo impulso depois que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por 32 votos a 27, o parecer do deputado Cláudio Cajado (PP-BA) recomendando a perda do mandato da parlamentar do PL de São Paulo.
Relatório contrário foi rejeitado
O resultado ocorreu após a CCJ ter rejeitado o relatório anterior, elaborado por Diego Garcia (Republicanos-PR), que pedia o arquivamento do processo. Com a mudança, o documento de Cajado passou a ser o texto oficial a ser avaliado pelo plenário da Casa.
Condenação no STF embasou decisão
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, multa e perda do mandato por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Conforme a acusação, a deputada participou do ataque cibernético que violou dados do órgão. A íntegra da sentença pode ser consultada no site do Supremo Tribunal Federal.
Prisão na Itália e defesa por videoconferência
Antes de a Corte determinar a prisão, a parlamentar deixou o Brasil e foi detida na Itália, onde aguarda decisão sobre pedido de extradição. Mesmo encarcerada, Zambelli apresentou defesa por ligação de vídeo durante a reunião da CCJ, sustentando a tese de inocência com base em laudo pericial contratado por sua equipe jurídica.
Próximos passos no plenário
A cassação só será efetivada se o plenário aprovar o parecer por maioria absoluta, equivalente a pelo menos 257 dos 513 votos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que incluirá o caso na pauta a partir de 10 de dezembro, junto aos processos de Delegado Ramagem (PL-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ), também condenados pelo STF.
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Pressão política e possíveis recursos
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que recorrerá ao Supremo caso a Mesa Diretora não cumpra a decisão judicial que determinou a perda do mandato. Já aliados de Zambelli argumentam que o laudo particular deve ser reavaliado. Nos bastidores, governistas e oposição contam votos para o embate que, segundo prognósticos, tende a revelar divisões internas no PL e no bloco de centro.
Caso o plenário confirme a cassação, abre-se caminho para a posse do primeiro suplente do PL paulista. Se o mandato for preservado, a Câmara terá de justificar o descumprimento da decisão judicial, cenário que pode gerar novo confronto institucional.
O desfecho desse processo deverá repercutir na relação entre Legislativo e Judiciário, além de impactar o clima político de 2026, ano pré-eleitoral. A votação será acompanhada de perto por partidos de esquerda, que veem na cassação um precedente para outros casos, e por grupos conservadores, que denunciam perseguição.
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Crédito da imagem: Câmara dos Deputados
Fonte: Agência Brasil
