Banco Master no STF: Toffoli mantém investigação na Corte
Banco Master no STF: Toffoli mantém investigação na Corte Investigação que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, sócio do Banco Master, permanecerá sob supervisão do Supremo Tribunal Federal depois de decisão do ministro Dias Toffoli, proferida na última quarta-feira (3 de dezembro de 2025).
Razões para a permanência no Supremo
Ao atender a pedido da defesa de Vorcaro, Toffoli reconheceu que o procedimento menciona um deputado federal, detentor de foro por prerrogativa de função. Desse modo, qualquer ato processual futuro dependerá de autorização do próprio ministro. “Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, fixada está a competência da Corte Constitucional”, escreveu o magistrado, determinando ainda que o sigilo do processo seja mantido.
Com a decisão, a Justiça Federal de Brasília perde a atribuição para adotar novas medidas no caso. O entendimento segue precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre a condução de inquéritos que envolvam parlamentares federais.
Operação Compliance Zero e suspeitas de fraude
A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar concessão de créditos falsos pelo Banco Master, além de suposta tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), estatal vinculada ao governo distrital. Os investigadores estimam que as irregularidades possam chegar a R$ 17 bilhões.
O banqueiro e ex-diretores foram alvo de mandados de prisão e busca durante a ofensiva da PF. Entre os suspeitos, estão os ex-executivos Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, bem como o ex-sócio Augusto Ferreira Lima.
Liberdade provisória e restrições impostas
Em decisão anterior, datada de 28 de novembro, a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu habeas corpus aos investigados. Eles deixaram o cárcere mediante uso de tornozeleira eletrônica, estão proibidos de atuar no sistema financeiro, não podem contatar outros envolvidos e tiveram seus passaportes retidos.
Com o processo agora concentrado no STF, caberá a Toffoli avaliar o cumprimento dessas medidas e eventuais pedidos da Polícia Federal ou do Ministério Público.
O desfecho reforça a relevância institucional do caso e mantém em sigilo detalhes que ainda possam surgir sobre supostos favorecimentos políticos ou prática de lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
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Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
