CGU demite ex-chefe da Receita por caso das joias sauditas. A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu processo disciplinar e determinou a saída definitiva de Julio Cesar Vieira Gomes do serviço público, na última segunda-feira (1º de dezembro de 2025).
Processo disciplinar encerra carreira de ex-secretário
A portaria publicada no Diário Oficial da União formalizou a demissão de Julio Cesar, que comandou a Receita Federal durante parte do governo Jair Bolsonaro. O ato administrativo não detalha as razões formais, mas segue recomendação de comissão interna que avaliou a conduta do ex-servidor.
Pressão para liberar joias motivou investigação
Segundo a CGU, Vieira Gomes foi investigado por supostamente pressionar auditores da Receita a liberar joias sauditas avaliadas em R$ 16,5 milhões, retidas no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Esse episódio, revelado em 2023, levou à abertura do processo disciplinar que culminou na dispensa. Ele fica impedido de exercer função pública pelos próximos cinco anos.
Bolsonaro segue indiciado no caso
Paralelamente, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro sob a mesma investigação. Estimativas oficiais apontam desvios que podem chegar a R$ 6,8 milhões. A defesa de Julio Cesar ainda não se pronunciou.
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Para mais detalhes sobre o trâmite administrativo, consulte as informações da CGU, que trazem o inteiro teor dos processos disciplinares concluídos.
Esta decisão reforça o rigor da administração pública em casos de favorecimento indevido. Acompanhe outros desdobramentos na editoria de Política e veja como a responsabilização de agentes públicos impacta a gestão fiscal do país.
Crédito da imagem: Receita Federal
Fonte: Agência Brasil
