Erika Hilton denuncia Nikolas Ferreira por uso de celular
Erika Hilton denuncia Nikolas Ferreira por uso de celular ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo representação encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (23 de novembro).
Erika Hilton denuncia Nikolas Ferreira por uso de celular
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou notícia-crime contra o colega Nikolas Ferreira (PL-MG) após a veiculação de imagens que o mostram utilizando o próprio aparelho durante visita realizada em 21 de novembro à residência de Bolsonaro, então em prisão cautelar domiciliar desde agosto.
No documento, Hilton afirma que o uso do celular viola a decisão da PET 14.129/DF, que proíbe a presença de dispositivos eletrônicos por terceiros nas proximidades do ex-chefe do Executivo. A parlamentar sustenta que a conduta configura descumprimento de medida cautelar e, potencialmente, estímulo ou auxílio a tentativa de fuga.
Como diligência, a deputada solicita busca e apreensão do telefone do mineiro para preservar eventuais provas. O pedido menciona ainda que, na véspera da prisão preventiva de Bolsonaro (22 de novembro), o ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, fato citado por Moraes ao fundamentar risco concreto de evasão.
Defesa de Nikolas e críticas à emissora
Em nota publicada nas redes sociais, Nikolas Ferreira alegou que “não houve comunicação prévia de restrição ao uso de celular, seja pelo Judiciário, seja pelos agentes responsáveis pela fiscalização”. O parlamentar classificou as imagens captadas por drone como “grave invasão de privacidade em ambiente particular” e acusou a emissora responsável de violar padrões mínimos de ética jornalística.
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Ferreira sustentou que o episódio revela mais sobre a “conduta invasiva” da mídia do que sobre as pessoas filmadas. Até o momento, ele não comentou o pedido de apreensão de seu aparelho.
Contexto da prisão de Bolsonaro
Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro após tentar abrir a tornozeleira, alegando paranoia causada pela interação de medicamentos. Durante audiência de custódia por videoconferência, o ex-presidente declarou ter suspeitado da existência de escutas no dispositivo, motivo pelo qual utilizou ferramenta de solda.
A Polícia Federal reforçou que a tentativa de rompimento do equipamento gerou alerta imediato à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, responsável pelo monitoramento. O ministro Moraes também citou a mobilização de apoiadores convocada pelo senador Flávio Bolsonaro nas proximidades da residência, apontando risco elevado de fuga.
Com a representação de Erika Hilton, caberá ao STF avaliar a abertura de inquérito e eventuais medidas sobre Nikolas Ferreira. Caso o celular seja apreendido, perícia poderá indicar se houve troca de mensagens com Bolsonaro que configure instigação ou facilitação de violação da medida restritiva.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
