Kassio Nunes Marques afirmou que o pleito ocorreu com respeito às normas e reconheceu instabilidade no fim da votação. A nota foi divulgada após o STF autorizar ampliar o horário em duas horas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira, 28, que as eleições transcorreram “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. A nota foi divulgada após o pleito realizado no domingo, 25, quando o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação do horário de votação em duas horas.
Na nota, o ministro reconheceu a instabilidade do pleito e defendeu as providências adotadas pelo tribunal.
“Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”,
Nunes Marques afirmou ainda que o eleitorado “foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”. Segundo ele, a Justiça Eleitoral analisará e responderá a todos os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal.
O processo de apuração e as decisões sobre prazos de votação marcaram o desdobramento do domingo eleitoral. A ampliação do horário, determinada por Cristiano Zanin, buscou acomodar dificuldades registradas na reta final da votação e permitir que eleitores com dificuldades pudessem exercer o voto.
No campo político, na terça-feira, 27, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno, divulgou uma carta pública em que se declarou “líder do Brasil”. Uma versão anterior do texto trazia a expressão “verdadeiro presidente eleito”, que foi alterada uma hora depois.
“líder do Brasil”
“verdadeiro presidente eleito”
O parlamentar também classificou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um “golpe de Estado”, sem apresentar provas. No segundo turno, o candidato eleito recebeu 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 votos (48,21%) do senador.
“golpe de Estado”
Após o resultado do pleito, Flávio Bolsonaro, a mulher e as duas filhas adolescentes deixaram o país. A família alegou temer eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte do senador às 21h16 de domingo, 25, sete minutos depois da proclamação oficial do resultado. Moraes autorizou a apreensão dos documentos e proibiu a saída do parlamentar do país.
As declarações e as medidas em torno do pleito e das ações dos políticos envolvidos seguem no centro do debate público e jurídico. A Justiça Eleitoral e órgãos de segurança mantêm procedimentos para apurar questionamentos e garantir a ordem processual dentro dos prazos legais.
