Após as eleições de domingo (25), a CNI se disse disposta a apresentar propostas para o desenvolvimento econômico e social. Ricardo Alban pediu o fim do 'nós e eles' e conclamou união nacional.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu a união do país depois das eleições realizadas no domingo, 25, e sinalizou disposição para contribuir com propostas e soluções voltadas ao desenvolvimento econômico e social. A posição foi manifestada em um vídeo divulgado pela entidade, no qual o presidente Ricardo Alban reafirmou o compromisso do setor industrial em participar do debate nacional.
“Precisamos convergir para um único Brasil, uma única sociedade. E, para isso, o primeiro passo é definitivamente excluirmos do nosso vocabulário ‘nós e eles’. Temos que ser uma única nação.”
No material, Alban afirmou que esse esforço exigia a participação da sociedade civil, dos poderes constituídos, dos trabalhadores e dos empregadores, defendendo a cooperação entre esses segmentos para fortalecer a democracia e ampliar as perspectivas para as próximas gerações.
O presidente lembrou que o Sistema Indústria apresentou, no período pré-eleitoral, o projeto Brasil 2050 aos candidatos. A iniciativa reúne propostas de projetos estruturantes com foco no crescimento econômico sustentável e no desenvolvimento social, segundo a CNI.
“O Brasil precisa e merece ter um futuro. Já estamos cansados e podemos dizer: chega de conjugar que o Brasil é o país do futuro. Nós precisamos ser o futuro já.”
Alban também ressaltou a importância de criar oportunidades para os jovens e reiterou que a indústria está disponível para colaborar na formulação de soluções. Ele declarou que a entidade permanece interessada em contribuir de forma prática e assertiva para a construção de caminhos que levem a um futuro melhor para o país.
“Estamos à disposição, totalmente disponíveis e interessados em contribuir de forma assertiva para que possamos construir esses caminhos para o futuro que o Brasil merece.”
As declarações foram feitas em vídeo após a votação do dia 25 e focaram tanto na necessidade de um consenso nacional quanto na apresentação de propostas técnicas e de longo prazo pelo setor industrial. A CNI apresentou sua agenda e afirmou que seguirá oferecendo propostas para apoiar políticas públicas voltadas ao crescimento e à inclusão social.
O posicionamento da entidade reforçou convite à articulação entre diferentes atores da sociedade para que, em conjunto, seja possível avançar em propostas concretas que impactem a economia e as condições de vida das próximas gerações.
