Em pronunciamento, Flávio Bolsonaro disse que dois representantes do PL foram retirados da sala de apuração do TSE, sem detalhar o episódio. Integrantes da campanha não souberam explicar as circunstâncias.
Uma das acusações feitas por Flávio Bolsonaro (PL) no discurso em que questionou o resultado da eleição deixou integrantes da própria campanha sem resposta. Ao falar sobre a apuração, na noite deste domingo (25), o senador afirmou, sem apresentar detalhes, que dois fiscais do PL haviam sido retirados da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O pronunciamento não teve o consenso de todos os aliados presentes. Integrantes da campanha procurados não souberam esclarecer as circunstâncias da suposta retirada dos fiscais, segundo relatos obtidos sobre o episódio. A falta de informações internas sobre o fato fez crescer a pressão por esclarecimentos públicos.
A resposta do TSE não demorou. Em nota, o tribunal, presidido por Kassio Nunes Marques, classificou a afirmação como falsa. A Corte afirmou, ainda, que a sala-cofre não é aberta à visitação, mas que os fiscais partidários têm acesso aos espaços destinados ao acompanhamento da totalização dos votos.
Segundo o TSE, os dois representantes do PL acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, no subsolo do tribunal, e a divulgação dos resultados na Sala de Totalização. O tribunal acrescentou que os fiscais também estiveram na Sala dos Partidos Políticos, no quinto andar.
O TSE informou que há registros de presença e imagens que comprovam a circulação dos fiscais pelas áreas autorizadas. Esses registros foram citados pela Corte como elementos que contradizem a acusação de que os representantes teriam sido retirados da chamada sala-cofre.
O caso envolve pontos sensíveis para a campanha e para a credibilidade do processo de apuração. A alegação pública de retirada dos fiscais, feita durante o discurso do senador, motivou questionamentos sobre a origem da informação e sobre por que a própria equipe de campanha não tinha detalhes quando procurada.
Até o momento, a acusação foi tratada publicamente pelo TSE como falsa, com a apresentação de explicações sobre os protocolos de acesso aos locais de apuração e com a menção a documentos e imagens que registrariam a presença dos fiscais do PL nas áreas mencionadas. O desenrolar do episódio deve seguir com pedidos de esclarecimento por parte dos envolvidos e atenção da opinião pública às provas apresentadas pelas instituições.
