No segundo turno, com só duas candidaturas, rádio e TV dividem o tempo igualmente. Em 2026, Flávio Bolsonaro e Lula receberam cinco minutos cada por bloco, com ordem e inserções ajustadas.
A propaganda do segundo turno tem regras diferentes da primeira etapa porque a disputa passa a envolver apenas duas candidaturas. Essas mudanças afetam a divisão do tempo no rádio e na televisão, a ordem de exibição e a distribuição das inserções ao longo da programação.
No rádio e na televisão, o tempo é dividido igualmente. Para a eleição presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro e Lula receberam cinco minutos cada em cada bloco de propaganda em rede. Esse formato busca garantir que, durante cada bloco, ambos tenham o mesmo espaço para apresentar propostas, críticas e mensagens ao eleitorado.
Além dos blocos, o TSE reservou 25 minutos diários para inserções distribuídas ao longo da programação. Cada candidatura ficou com 12 minutos e 30 segundos. As inserções aparecem em horários variados, complementando os blocos em rede e possibilitando que as mensagens das candidaturas cheguem em diferentes momentos do dia.
A propaganda gratuita começou em 9 de outubro e termina em 23 de outubro. A ordem de exibição começou pela candidatura mais votada no primeiro turno e passa a ser alternada. Na prática, isso fará com que a ordem de exposição nas redes nacionais mude de bloco a bloco, seguindo a alternância definida para o segundo turno.
As regras buscam colocar os dois concorrentes em condições equivalentes no horário gratuito durante a etapa decisiva da eleição. Essa equivalência se reflete tanto no tempo absoluto reservado a cada uma das candidaturas quanto na distribuição das oportunidades de fala ao longo do dia.
Do ponto de vista operacional, a divisão igualitária no rádio e na televisão e o rateio das inserções reduzem a possibilidade de predominância de uma candidatura sobre a outra no horário gratuito. O esquema também implica que as emissoras e os responsáveis pela veiculação precisam organizar a grade para cumprir os tempos fixados e a alternância da ordem de exibição.
Para o eleitor, a mudança mais perceptível será a redução do número de vozes e a alternância mais direta entre os dois nomes em disputa. O segundo turno concentra a atenção em duas candidaturas, e as regras de propaganda vão reforçar essa centralidade, mantendo controles sobre tempo e sequência de aparições na programação gratuita.
