Desde 1989, nenhum segundo colocado do primeiro turno conseguiu reverter a disputa no segundo turno. Casos como Collor x Lula (1989) e as confirmações de Lula (2002, 2006) e Dilma (2010, 2014) reforçam a tendência.
Desde a retomada das eleições diretas para presidente, em 1989, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu virar a disputa no segundo turno. Esse padrão histórico se repete em diversos pleitos e é frequentemente citado quando se discute cenários de virada eleitoral.
Em 1989, Fernando Collor liderou o primeiro turno e venceu Lula no segundo turno. O mesmo padrão aparece em eleições posteriores: Lula terminou na frente no primeiro turno em 2002 e 2006 e confirmou as vitórias no confronto seguinte; Dilma Rousseff liderou em 2010 e 2014 e manteve a vantagem no segundo turno; Jair Bolsonaro teve a liderança no primeiro turno de 2018 e venceu na etapa final; em 2022, Lula também ficou na frente na primeira votação e confirmou a vitória no segundo turno, ainda que por margem estreita contra Jair Bolsonaro.
É importante destacar que esse histórico não estabelece qualquer regra jurídica nem garante o resultado da etapa decisiva. O segundo turno é uma eleição distinta: os votos são novamente contabilizados do zero e podem refletir escolhas diferentes do eleitorado entre as duas opções que seguem para a fase final.
O cenário de 2026 entra nesse contexto de incerteza. No primeiro turno deste ano, Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 47,03%, enquanto Lula obteve 45,16%. A definição do pleito ficará por conta do segundo turno.
O resultado final será definido em 25 de outubro. Até lá, analistas, campanhas e eleitores acompanham indicações, pesquisas e movimentações políticas que podem influenciar o comportamento do eleitorado entre uma votação e outra. Mas o que pesa historicamente é este registro: desde 1989 não houve caso em que o segundo colocado no primeiro turno tenha revertido o placar e vencido a eleição presidencial no turno decisivo.
Em resumo, o passado recente da política nacional mostra que a liderança no primeiro turno costuma ser confirmada na etapa final, mas, por se tratar de um processo eleitoral com novas votações e dinâmicas próprias, nada impede que surjam mudanças até a data marcada para a definição.
