O artista, nascido Uday Velloso em 28/11/1941, tinha 84 anos e estava internado por câncer no Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Ícone dos anos 1970, criou o 'samba de pianeiro' ao unir piano, percussão e samba.
O cantor e compositor Benito Di Paula morreu na noite de domingo, 18, aos 84 anos, no Hospital Nove de Julho, em São Paulo. O artista enfrentava um câncer e teve o óbito ligado a complicações da doença.
Nascido Uday Velloso em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo (RJ), Benito se tornou uma das figuras mais marcantes da música popular brasileira na década de 1970. Sua carreira foi construída a partir de uma combinação de samba tradicional com piano e percussão, uma sonoridade que o distinguiu no cenário musical.
Ele definia seu estilo como “samba de pianeiro”.
O percurso profissional começou em boates e o primeiro registro fonográfico ocorreu em 1967. Seu primeiro álbum foi lançado em 1971, intitulado Benito Di Paula, seguido por Ela, em 1972. O reconhecimento nacional veio no ano seguinte, com o sucesso Retalhos de cetim, que passou a ser referência na sua trajetória.
Principais sucessos
- 1973 Retalhos de cetim
- 1974 Charlie Brown
- 1975 Bandeira do samba
- 1975 Como dizia o mestre
- 1976 Tudo está no seu lugar
- 1977 Proteção às borboletas
- 1981 Ah! Como eu amei
- 1984 Amigo do sol amigo da lua
Discografia selecionada
- 1971 Benito Di Paula (álbum de estreia)
- 1972 Ela
- 2017 A felicidade é nossa
- 2021 O infalível zen
Além da música, Benito Di Paula era conhecido pelo visual extravagante: cabelos longos, roupas de gala, colares, anéis e gravatas-borboleta, que se tornaram marca registrada nas apresentações televisivas durante o auge da carreira. Nos anos 1980, manteve presença nas rádios com canções que seguiram alcançando público.
Embora tenha perdido espaço no mercado fonográfico nas décadas seguintes, o artista não deixou de produzir e lançou trabalhos inéditos, incluindo o álbum de 2021 em comemoração aos 80 anos. Nos últimos anos, a obra de Benito Di Paula passou por um processo de redescoberta, com homenagens e tributos de outros músicos, que recuperaram e reavaliaram sua contribuição para o samba e para a música brasileira.
Benito deixa legado marcado pela fusão do piano com ritmos percussivos do samba e por composições que seguiram sendo relembradas em programas e homenagens culturais.
