Luchsinger disse no Instagram que manteve as declarações e que não contou tudo o que sabe sobre Lula. Segundo ela, três inquéritos sob segredo de Justiça impedem divulgar os documentos que afirma ter.
Neste domingo, 18, a empresária Roberta Luchsinger afirmou que mantém as declarações que prestou em entrevista e disse que ainda não revelou todas as informações de que dispõe sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação no Instagram, ela afirmou que suas acusações estão respaldadas por provas reunidas em investigações que correm sob segredo de Justiça.
“O que eu disse não foi nem 1% do que eu sei”
Segundo a empresária, existem três inquéritos sigilosos que a impedem de tornar públicos os documentos que, conforme ela, embasam as alegações. Em nova publicação, Luchsinger afirmou que todas as informações que mencionou constam desses inquéritos e disse que tomou a decisão de falar porque está munida de provas.
“Tudo que falei está nos inquéritos. Não sou louca. […] Falei porque estou munida de provas”
Em entrevista divulgada no sábado, 17, Luchsinger criticou o presidente por tê-la chamado de “pilantra” e classificou a atitude atribuída a ele como “canalha”. Ela também declarou que uma afirmação do presidente sobre o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como Lulinha — estaria incorreta, ao dizer que o filho jamais teria se reunido com ministros do governo. A empresária manifestou interesse em firmar um acordo de delação premiada, segundo o relato sobre a entrevista.
Em resposta às declarações, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota afirmando que o presidente desconhece os fatos relatados pela empresária. Pelo texto oficial, o governo afirmou que o presidente jamais manteve contato com Luchsinger, não recebeu demandas dela e não teve conhecimento de supostas negociações mencionadas na entrevista.
O comunicado da Presidência também informou que não existe contrato do governo federal com a empresária e questionou o momento da divulgação das acusações, ressaltando que elas foram tornadas públicas às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. No posicionamento oficial, o governo apontou que divulgar denúncias sem comprovação durante o período eleitoral pode representar uma tentativa de manipular a opinião pública e interferir no processo democrático.
As declarações de Luchsinger e a nota do Planalto encerram, por ora, a troca pública de versões sobre o conteúdo das alegações. A empresária disse que não pretende tumultuar o cenário político, mas afirmou que não aceita “continuar apanhando calada”.

