A eleição de André do Prado reacendeu a briga pelo comando da Casa a partir de fevereiro de 2027. Tenente Coimbra, Alex Madureira, Marcos Damásio e Dani Alonso já são apontados como pré-candidatos do PL.
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) já começou a movimentar seus bastidores políticos em busca de um novo presidente. A eleição de André do Prado (PL-SP), no último dia 4, abriu uma disputa pelo comando da Casa a partir de fevereiro de 2027.
Entre os nomes cotados para a sucessão estão os deputados estaduais Tenente Coimbra, Alex Madureira, Marcos Damásio e Dani Alonso, todos do Partido Liberal (PL), legenda que conquistou a maior bancada do Parlamento paulista nas eleições deste ano.
Com 27 das 94 cadeiras da próxima legislatura, o PL defende a permanência na presidência da Alesp. A pretensão, entretanto, também despertou o interesse do Republicanos, partido do governador reeleito Tarcísio de Freitas, que conquistou seis vagas. Integrantes da legenda argumentam que o alinhamento com o Executivo estadual justificaria uma participação maior no comando do Legislativo.
A avaliação entre aliados do governador é que o PL reúne condições para permanecer à frente da Alesp, embora ainda não exista consenso sobre quem deverá ocupar o cargo. A expectativa é que as negociações avancem depois do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
A disputa promete ser acirrada e revela que pode haver polêmicas, inclusive dentro do PL, que tem deputados eleitos pela primeira vez e que, antes de assumirem, já são cotados para o cargo.
“Ter meu nome lembrado para o comando da Assembleia é um reconhecimento do trabalho que venho realizando e do posicionamento que mantenho nas fileiras do PL. Considero, inclusive, desrespeitoso parlamentares de primeiro mandato pleiteando a presidência da Casa, que precisa de alguém verdadeiramente de direita e que faça frente aos espaços do PT.”
A declaração foi feita por Tenente Coimbra. Além dos quatro parlamentares mencionados, Thiago Auricchio, Rodrigo Ashiuchi e Rogério Franco, todos do PL, também aparecem entre os possíveis postulantes à presidência.
No Republicanos, o deputado Gilmaci Santos, atual líder do governo na Alesp, também foi mencionado como interessado na presidência da Casa. Uma das alternativas discutidas nos bastidores prevê sua permanência na liderança governista, enquanto o comando da Alesp continuaria com o PL. A composição permitiria aos dois partidos conservarem posições relevantes na sustentação política do governador reeleito.
Além do peso das bancadas, a capacidade de articulação deverá influenciar a escolha. Interlocutores do governo consideram importante que o futuro presidente mantenha diálogo com diferentes correntes políticas, inclusive com a oposição. O PT elegeu 16 deputados estaduais e terá a segunda maior bancada da Alesp.
Com a sucessão aberta e negociações previstas para avançar após o segundo turno presidencial, o movimento interno nas legendas e a habilidade de costurar apoios serão decisivos para definir quem comandará a Assembleia a partir de fevereiro de 2027.
Notícia publicada em 15/10/2026.

