Hoje, Fachin se reúne com o diretor‑geral da PF, Andrei Rodrigues, para discutir apurações relacionadas ao Banco Master. Ele determinou que quaisquer menções a ministros do STF sejam investigadas sem exceção.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebe nesta terça-feira, 13, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das investigações sobre o Banco Master. A expectativa é que o chefe da PF apresente relatórios com menções a ministros da Corte, e Fachin tem cobrado que eventuais indícios contra integrantes do tribunal sejam apurados sem distinções.
Em ofício encaminhado à Polícia Federal, o ministro pediu que todas as informações sobre possível envolvimento de membros do Supremo nos fatos investigados sejam examinadas “sem exceção”. Fachin confirmou o encontro com o diretor-geral da PF e ressaltou o interesse institucional no esclarecimento dos fatos.
“A circunstância merece registro, sobretudo porque há inequívoco interesse institucional em que todo e qualquer fato relevante seja rigorosamente apurado, sem exceção de qualquer natureza.”
O ministro também afirmou que está à disposição para colaborar com a PF e receber os elementos necessários ao esclarecimento das suspeitas. Segundo o ofício, a cooperação entre as instituições deve priorizar o interesse público e a preservação das instituições republicanas.
“Para o diálogo institucional e para toda cooperação que se mostre necessária ao esclarecimento de todos os fatos, sem exceção, sempre tendo como norte exclusivo o interesse público e a defesa das instituições republicanas.”
Fachin indicou, no documento, que documentos, dados ou indícios envolvendo integrantes da Corte devem ser encaminhados integralmente à Presidência do tribunal. A orientação inclui eventuais informações que possam comprometer ministros, sem exclusão de nomes ou de fatos relevantes para a investigação.
Fontes do processo de comunicação entre o STF e a PF esperam que Andrei Rodrigues apresente relatórios durante o encontro marcado para hoje. Vale lembrar que a existência de menções a integrantes do Supremo em relatórios ou documentos não significa, por si só, comprovação de irregularidades ou de participação em crimes.
O tom do pedido de Fachin reforça a ênfase na transparência institucional e na necessidade de que quaisquer diligências sejam conduzidas com cuidado técnico e isenção, preservando tanto a investigação quanto os direitos processuais das pessoas eventualmente citadas. O foco, segundo o presidente do STF, será o encaminhamento dos elementos que possam esclarecer os fatos e assegurar a defesa das instituições republicanas.


