Dois KC-390 da FAB chegam a Manaus para reforçar o combate às queimadas; o Estado teve 1.380 focos de 1º a 10 de outubro. A missão traz 4 Air Tractor, 2 helicópteros e 290 brigadistas; operações começam segunda.
Depois de dez dias com queimadas intensas, o Amazonas receberá dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) para atuar no combate ao fogo no Estado. De 1º a 10 de outubro, o governo registrou 1.380 focos de incêndio.
As aeronaves devem chegar a Manaus neste domingo, 11, e começar a operar na segunda-feira, 12. A força-tarefa da FAB também inclui quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros. Segundo o governo federal, 290 brigadistas já atuam no Estado.
Neste sábado, 10, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu, em caráter sumário, a situação de emergência decretada pelo governador Roberto Cidade (União) em 36 municípios do Amazonas. O reconhecimento é uma etapa necessária para a liberação de recursos federais destinados ao enfrentamento dos incêndios.
Os dados oficiais mostram que o Amazonas concentra mais de mil focos de fogo em outubro. O Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, registrou 1.380 ocorrências entre 1º e 10 de outubro, um aumento de 271% em relação ao mesmo período de 2025, quando o Estado teve 372 focos.
Do total registrado em outubro de 2026, 1.186 focos ocorreram em áreas públicas, 93 em propriedades privadas e 101 em áreas sem situação fundiária definida. O levantamento também identificou 246 focos em assentamentos federais, 116 em terras indígenas e 97 em unidades de conservação. Essas categorias se sobrepõem aos dados de situação fundiária e não devem ser somadas ao total geral.
O painel classificou 174 focos como relacionados ao desmatamento. Para os demais registros, os dados consultados não identificaram uma causa específica.
Além da mobilização da FAB, uma força-tarefa paulista com 30 profissionais — 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil — embarca neste domingo para o Amazonas. A equipe levará equipamentos e insumos para apoiar as operações de combate aos incêndios florestais.
Entre os materiais enviados estão quatro cisternas com capacidade para armazenar 6.000 litros cada, bombas costais, abafadores e drones. A estrutura de apoio também incluirá equipamentos de internet via satélite, uma central autônoma de energia e placas de energia solar.
As ações conjuntas visam ampliar a capacidade de resposta no terreno, com aeronaves de grande porte para lançamento de água e aeronaves menores e helicópteros para apoio tático. O reconhecimento da situação de emergência por parte do governo federal deve permitir a liberação de recursos e assistência imediata às áreas mais afetadas.
