Em rede social, o decano do STF afirmou que a saída do senador catarinense deixará o Senado sem experiência a partir de 2027. Mendes comparou o episódio a uma derrota histórica de 1974.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou neste sábado, 10, a derrota do senador Esperidião Amin (PP-SC) na disputa pela reeleição. Em publicação nas redes sociais, o magistrado destacou a trajetória política do catarinense e afirmou que o Senado Federal deixará de contar com a experiência do parlamentar a partir de 2027.
Gilmar Mendes comparou o resultado à derrota de Djalma Marinho na eleição para o Senado em 1974. Na ocasião, Jarbas Passarinho afirmou que os movimentos populares têm lógica própria, mas também podem apresentar irracionalidade. Para o ministro do STF, a reflexão também se aplica ao resultado obtido por Amin nas eleições deste ano.
Diante da derrota de Djalma Marinho na eleição para senador, em 1974, Jarbas Passarinho observou que os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade. Essa reflexão ecoa agora, com a não reeleição de Esperidião Amin para o Senado Federal. Poucos nomes marcaram tanto a política catarinense. Foram quase seis décadas de vida pública. Prefeito de Florianópolis por duas vezes, assumiu o governo do Estado aos 35 anos. Em 1998, foi eleito novamente governador. Foi eleito deputado federal três vezes e senador da República duas vezes, presidiu nacionalmente seu partido e disputou a Presidência em 1994. No Senado, teve atuação constante em favor do desenvolvimento regional e da infraestrutura do Estado, além de iniciativas de apoio ao crédito para micro e pequenos empreendedores, entre tantas outras causas meritórias. Santa Catarina e o Congresso Nacional deixarão, lamentavelmente, de contar, a partir de 2027, com a experiência e o talento político de Amin. Permanece, porém, todo o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público. Estou certo de que ele continuará a desempenhar um papel fundamental para os catarinenses e para o país.
Na publicação, Gilmar Mendes ressaltou também que o legado de Amin permanece e que o político deve continuar desempenhando um papel relevante para o Estado sulista e para o país.
Na eleição de 2026 em Santa Catarina, Esperidião Amin terminou em terceiro lugar na disputa pelo Senado. Carol De Toni (PL) recebeu 33,46% dos votos válidos e Carlos Bolsonaro (PL) ficou em segundo com 25,35%. As duas candidaturas, Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, conquistaram as vagas ao Senado em disputa por Santa Catarina. Amin registrou 15,31% dos votos, o que corresponde a 1.233.034 votos.
O resultado encerra o mandato de Amin no Senado em janeiro de 2027. O parlamentar ocupou uma cadeira na Casa entre 1991 e 1998 e voltou ao Senado em 2019. Ao longo da carreira, Amin exerceu cargos no Executivo e no Legislativo: foi duas vezes prefeito de Florianópolis, assumiu o governo do Estado aos 35 anos e foi eleito governador novamente em 1998, além de ter sido deputado federal por três mandatos, ter presidido nacionalmente seu partido e disputado a Presidência da República em 1994.
O posicionamento público de Gilmar Mendes sobre a não reeleição de Amin trouxe à tona o debate sobre experiência política e renovação no Congresso, ao mesmo tempo em que destacou a trajetória e as iniciativas do senador catarinense em temas como desenvolvimento regional, infraestrutura e apoio ao crédito para micro e pequenos empreendedores.
