Jorge Messias declarou que o pleito deste domingo põe o País entre preservar a soberania ou se subordinar a um projeto de dominação estrangeira. Sem citar nomes, disse ser "a hora da verdade" sobre o futuro do Brasil.
O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, afirmou que a eleição presidencial deste domingo, 4, terá uma votação que representa uma escolha entre “honra ou humilhação”. Sem citar nomes de candidatos, ele afirmou que o País vai decidir entre preservar a soberania nacional ou se subordinar a um projeto de dominação estrangeira.
“É chegada a hora de verdade em relação ao que queremos ser como país: se queremos ser uma Nação soberana, guiada pelo interesse do povo brasileiro, ou se aceitaremos servir e nos subordinar como meros fantoches de um projeto de dominação estrangeira. Trata-se de uma escolha entre honra ou humilhação”
Messias escreveu essa mensagem no X na noite de sábado, 3. Segundo ele, a opção por um “caminho errado” poderá prejudicar o futuro do País e comprometer a esperança das próximas gerações. A avaliação aponta que a votação de domingo terá efeitos sobre decisões estratégicas, como o destino das riquezas naturais brasileiras.
Na visão que ele expôs, a disputa eleitoral também definirá se essas riquezas servirão ao desenvolvimento nacional ou serão objeto de exploração por quem vê o Brasil como um “quintal”. A colocação reforça a ideia de que a escolha nas urnas teria consequências econômicas e geopolíticas de longo prazo.
O texto destacou ainda princípios que, segundo Messias, deveriam orientar a política nacional. Ele afirmou a importância da independência e da autodeterminação do povo brasileiro, além da observância dos preceitos constitucionais ao tratar das relações internacionais e das prioridades do Estado.
“Nossa única doutrina deve ser a doutrina da independência nacional, do nosso direito de autodeterminação como povo e dos princípios consagrados em nossa Constituição”
Em complemento às críticas à subordinação externa, Messias defendeu a integração e a solidariedade entre os povos da América Latina. A declaração coloca ênfase em uma orientação de política externa que privilegie interesses nacionais e cooperação regional.
O teor das colocações voltou a colocar em destaque o debate sobre soberania, modelo de desenvolvimento e direção da política externa que estarão em jogo na votação marcada para domingo. As declarações mantêm o foco na decisão eleitoral como marco para o futuro do País, conforme a argumentação apresentada na publicação feita na noite de sábado.
