Nas vésperas do 1º turno, as agendas se concentraram no Sudeste, que reúne 66,3 milhões de eleitores — mais de 40% do país. Lula visitou Rio, Belo Horizonte e São Paulo; Flávio passou por Minas e encerrou em SP.
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram no Sudeste as principais agendas da reta final da campanha do primeiro turno. A região reúne 66,3 milhões de eleitores, equivalente a mais de 40% do eleitorado brasileiro, e abriga os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Os dois candidatos chegaram aos últimos dias antes da votação deste domingo, 4, com compromissos nesses Estados. Lula incluiu Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo na reta final. Flávio passou por Minas e encerrou a campanha em São Paulo.
Desde 16 de agosto, quando começou oficialmente a disputa, o candidato do PL esteve em 17 Estados. Lula realizou atos em 13 Estados e no Distrito Federal.
Minas Gerais teve atenção especial durante a campanha. O presidente programou cinco passagens pelo Estado no primeiro turno, incluindo compromissos em Montes Claros, Juiz de Fora e Belo Horizonte. Uma caminhada prevista para Juiz de Fora na última quarta-feira, 30, foi cancelada por causa da chuva.
Flávio também percorreu diferentes regiões mineiras. Durante a campanha, passou por Belo Horizonte, Juiz de Fora, Teófilo Otoni, Governador Valadares e Montes Claros. Em algumas dessas agendas, esteve acompanhado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A atenção a Minas ocorre quatro anos depois de uma disputa apertada no Estado. No segundo turno de 2022, Lula superou Jair Bolsonaro por menos de 50 mil votos. Minas tem hoje 16,38 milhões de eleitores e é o segundo maior colégio eleitoral brasileiro, atrás apenas de São Paulo.
São Paulo também recebeu sucessivas agendas. O Estado reúne 34,1 milhões de eleitores, ou cerca de 20% do total brasileiro. Lula programou uma caminhada na capital paulista para este sábado. Flávio também concentrou compromissos no Estado e marcou para o último dia de campanha uma carreata no interior paulista ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Pesquisas do Datafolha divulgadas nesta sexta-feira, 2, mostram cenários distintos nos três maiores colégios eleitorais do país. Em eventual segundo turno, Flávio aparece com 51% no Rio de Janeiro, ante 42% de Lula. Em São Paulo, o candidato do PL tem 48% e o presidente, 45%. Em Minas Gerais, Lula registra 48% e Flávio, 44%.
O roteiro de Lula teve presença menor no Norte e no Centro-Oeste. No Norte, o presidente visitou o Pará durante a campanha. Naquela eleição de 2022, Lula foi o mais votado em 13 unidades da Federação, incluindo Pará, Minas Gerais e os nove Estados do Nordeste. Bolsonaro venceu em 14 unidades.
Apesar da derrota nos três Estados do Sul em 2022, Lula esteve no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul durante a campanha deste ano. No Centro-Oeste, a passagem ficou restrita ao Distrito Federal, com uma agenda em Ceilândia.
No Nordeste, Lula voltou a Estados nos quais teve votação majoritária em 2022. Na reta final, participou de atos em Fortaleza, no Ceará, e Salvador, na Bahia, antes de seguir para compromissos no Sudeste.
Flávio ampliou o roteiro pelo Nordeste ao longo da campanha. O Zero Um alcançou 17 Estados desde o começo da campanha oficial, quatro a mais que o número visitado por Lula, sem considerar o Distrito Federal. Além do Sudeste, o candidato do PL intensificou as passagens pelo Nordeste em setembro.
Rio de Janeiro e São Paulo também foram pontos recorrentes do roteiro de Flávio. O senador abriu a campanha com um ato em Copacabana, no Rio. Em São Paulo, participou do ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, no qual subiram ao trio nomes como Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e os deputados Bia Kicis (PL-DF), Guilherme Derrite (PP-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do pastor Silas Malafaia.
Em Brasília, Flávio e Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, promoveram agendas separadas durante o primeiro turno. A ex-primeira-dama pediu votos para Flávio em seus atos e gravou com o candidato peças para o programa eleitoral.
