O presidente atacou o candidato à Presidência, questionando sua aptidão para disputar o cargo. As declarações foram dadas nesta quinta-feira durante entrevista a um podcast.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (1º), que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é “desqualificado”. As declarações foram dadas durante entrevista ao podcast Flow.
Na entrevista, o presidente fez críticas diretas ao adversário e qualificou seu desempenho político com palavras duras. Ao se referir a Flávio Bolsonaro, disse que a disputa pela Presidência colocava na cena uma pessoa que, segundo ele, não tem condição para concorrer.
“Você disputar a presidência da república com uma pessoa desqualificada que é Flávio Bolsonaro. Ele é um vira-lata, traidor da pátria”
O presidente também disse que o filho de Jair Bolsonaro não teria trajetória política consistente, afirmando que não haveria passado, presente ou futuro político que justificasse sua candidatura. Na sequência, relacionou o nome do candidato a questões de segurança, apontando ligações com grupos milicianos.
“Ele não tem passado, não tem presente e nem futuro. Do ponto de vista da qualificação, ele não tem nenhuma. Esse menino não tem história política, ele é ligado aos milicianos”
Ao comentar a corrida eleitoral, o presidente afirmou que acredita na possibilidade de vencer já no primeiro turno. Segundo ele, a escolha do eleitor deveria ser voltada para si mesmo, e não entre dois nomes. Na avaliação do presidente, Flávio Bolsonaro teria apenas o posicionamento contrário a ele como argumento de campanha.
“O povo tem que escolher a ele mesmo e, se você pensar, você vai votar em mim. A única coisa que ele tem é o anti-lula”
Também durante a entrevista, o presidente comentou sobre os debates presidenciais, classificando-os como pouco produtivos e com desequilíbrios. Ele criticou o formato atual e ressaltou a necessidade de regras que deem mais sentido à discussão entre candidatos, incluindo igualdade em relação às pesquisas eleitorais.
“Os debates não tem sequência, são infrutíferos. O pessoal começa a fazer gracinha e eu acho que o debate presidencial é algo sério”
Em seguida, reafirmou a importância de equilibrar a participação nos debates conforme o quadro das pesquisas: “Você não pode levar para debater um candidato que tem 49% contra um que tem 1%, não tem sentido. A disputa tem que ser verdadeira”.
Por fim, o presidente afirmou que aprendeu a interpretar pesquisas eleitorais e que, embora as leve a sério, entende que nem todas as sondagens merecem igual credibilidade, defendendo uma avaliação crítica dos levantamentos.
