O presidente desembarcou em Nova York na noite de domingo e terá encontros institucionais nesta segunda. Parte do dia será dedicada à revisão, na residência do embaixador, do discurso para a abertura da Assembleia Geral na terça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, em Nova York, o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Os encontros integram a agenda do chefe do Executivo brasileiro antes da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Lula chegou a Nova York na noite de domingo, 20 de setembro. Parte do dia de segunda será passada na residência do embaixador do Brasil junto à ONU, onde o presidente vai finalizar o discurso que fará na terça-feira, 22 de setembro, na Assembleia Geral.
Nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026
- 9h (horário local / 10h de Brasília): entrevista com a âncora Christiane Amanpour;
- 10h30: reunião com o presidente uruguaio Yamandú Orsi;
- 11h30: encontro com o prefeito Zohran Mamdani;
- 18h (horário local): reunião com o senador norte-americano Bernie Sanders.
O Itamaraty informou que recebeu cerca de 30 convites para reuniões bilaterais durante a viagem. O governo uruguaio solicitou formalmente o encontro com Orsi. O cenário regional, marcado por mudanças políticas, coloca Orsi e Lula entre os poucos governantes identificados como de esquerda na região.
Zohran Mamdani, de 34 anos, assumiu a prefeitura de Nova York em janeiro. Ele é o mais jovem a ocupar o cargo em mais de um século e o segundo prefeito da cidade a se declarar socialista. Setores do PT veem Mamdani como uma liderança capaz de renovar a esquerda em âmbito global.
Na terça-feira, 22 de setembro de 2026
- Dia 22 de setembro: Lula fará o primeiro discurso entre os chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU; em seguida, está prevista a fala do ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
- Reunião: encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
O discurso de Lula deverá tratar da defesa da soberania nacional, do fortalecimento das instituições e da rejeição a interferências externas. Também devem ser abordados conflitos como os envolvendo o Irã, Gaza e a Ucrânia, além dos impactos socioeconômicos das guerras, a corrida armamentista e a disputa por recursos naturais.
A pauta prevista inclui ainda temas como combate à fome, redução das desigualdades, multilateralismo, a COP30 e uma proposta de protocolo da ONU contra crimes ambientais. Lula já afirmou que pretende pedir aos EUA que não interfiram nas eleições brasileiras; o presidente não deve citar Trump nominalmente.
As atividades em Nova York marcam a preparação do discurso na Assembleia e a articulação internacional nos dias que antecedem a sessão de líderes mundiais.

