O Senado Federal vai gastar mais de R$ 30 milhões na construção do Centro Cultural Poderes da União, em Brasília. O espaço terá exposições, galerias, área para palestras e lazer e vai abrigar uma mostra permanente sobre os incidentes de 8 de janeiro de 2023. A inauguração está prevista para 9 de dezembro.
O centro cultural ocupará uma área de cerca de 80 mil metros quadrados às margens do Lago Paranoá, em Brasília. Entre as obras previstas para a exposição de abertura está um trabalho do artista Vik Muniz que reproduz a imagem do Congresso usando pedaços de vidro, carpetes e outros objetos recolhidos após a depredação das sedes dos Três Poderes.
As obras de restauração do imóvel começaram em janeiro. A estrutura física está orçada em R$ 25,6 milhões, enquanto outros R$ 4,7 milhões serão destinados à exposição de abertura. Somados, os gastos chegam a R$ 30,3 milhões.
A criação do centro foi viabilizada por um convênio firmado em 2018 entre o Senado, o Supremo Tribunal Federal e a Secretaria do Patrimônio da União. Pelo acordo, a União repassou ao Congresso o terreno onde funcionava um antigo clube, agora adaptado para abrigar o novo espaço cultural.
O custo do centro ocorre em meio a um orçamento bilionário do Senado. Em 2025, a Casa teve cerca de R$ 6,3 bilhões à disposição e pagou R$ 5,87 bilhões em despesas primárias. Para 2026, o orçamento subiu para aproximadamente R$ 6,8 bilhões, aumento de 8% em relação ao ano anterior. Os R$ 30,3 milhões destinados ao Centro Cultural Poderes da União equivalem a cerca de 0,44% desse montante.
O projeto combina itens de infraestrutura e programação inaugural. A previsão de inauguração para 9 de dezembro mantém o cronograma público anunciado para a entrega do equipamento cultural. O local será destinado a atividades expositivas e educativas, com áreas voltadas tanto para mostras permanentes quanto para eventos temporários e ações de lazer.
O anúncio do investimento e os números do orçamento da Casa foram divulgados juntamente com os dados sobre o convênio e o plano de uso do terreno. A proposta apresentada transforma o espaço em uma espécie de memorial, com a intenção de preservar memórias ligadas aos episódios de 8 de janeiro de 2023 e de integrar esse acervo às atividades culturais que serão realizadas no centro.

