Levantamento BTG Pactual/Nexus revela forte desinteresse, sobretudo entre jovens. Entre 25 a 40 anos, 62% declaram não ver propagandas; entre 16 a 24, são 61%.
Uma pesquisa BTG Pactual/Nexus aponta que 54% dos brasileiros afirmam não acompanhar as campanhas eleitorais exibidas na televisão ou no rádio. O levantamento revela uma forte barreira geracional: o desinteresse pelas peças do chamado horário eleitoral gratuito cresce entre os eleitores mais jovens.
Entre as faixas etárias, o estudo mostra que, entre pessoas de 25 a 40 anos, 62% dizem não assistir às propagandas eleitorais veiculadas em rádio e TV. A resistência também é alta entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 61% que afirmam não acompanhar esse tipo de conteúdo.
O cenário é diferente entre os eleitores mais velhos. O levantamento informa que mais de 40% das pessoas com mais de 60 anos acompanham as campanhas dos principais candidatos avaliados pela pesquisa. Nesse recorte por candidatos, entre os eleitores com mais de 60 anos, o petista aparece com 38% de acompanhamento, seguido pelo candidato liberal, com 37%, e pelo representante do Avante, com 29%.
Os números apontam para uma diferença relevante no alcance da propaganda eleitoral tradicional conforme a idade do público. Enquanto a maioria dos brasileiros declara não acompanhar campanha pelo rádio e pela televisão, quem tem idade mais avançada apresenta índices superiores de atenção a esses veículos.
O levantamento ressalta, porém, que os dados medem especificamente o acompanhamento de campanhas por televisão e rádio e não permitem concluir que os eleitores mais jovens sejam desinteressados pelas eleições em geral. Ou seja, a pesquisa não indica por quais outras plataformas esse público busca informações sobre candidatos — redes sociais, plataformas de vídeo e aplicativos não foram contemplados na medida apresentada.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus ouviu 2.002 pessoas entre os dias 4 e 7 de setembro. As entrevistas foram realizadas por telefone. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%.
Com a chegada do calendário eleitoral, os resultados destacam um desafio para campanhas tradicionais: atingir eleitores mais jovens por meios que não sejam apenas rádio e televisão, enquanto mantêm presença junto ao público mais velho que ainda acompanha o horário eleitoral gratuito.

