Levantamento mostra Flávio Bolsonaro com 45,1% e Lula com 44,5% em cenário de 2º turno, diferença de 0,6 ponto. Margem de erro é 2,15 pontos, configurando empate técnico; 7,9% disseram branco/nulo.
Uma pesquisa Vox Brasil divulgada neste sábado, 29, mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. No cenário, Flávio alcança 45,1% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44,5%, diferença de 0,6 ponto porcentual.
Apesar da vantagem numérica, a margem de erro do levantamento é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois candidatos tecnicamente empatados. No mesmo cenário, 7,9% dos entrevistados disseram voto em branco, nulo ou nenhum, e 2,5% não souberam opinar.
No primeiro turno, a pesquisa mostrou Lula numericamente à frente, com 37,1%, contra 34,8% de Flávio. Em seguida aparecem outros nomes: Ronaldo Caiado (PSD) com 5%; Renan Santos (Missão) com 3,3%; Romeu Zema (Novo) com 2,8%; Augusto Cury (Avante) com 2,6%; e Pablo Marçal (PRTB) com 2%.
Pablo Marçal figura na pesquisa, mas está inelegível, e teve os atos de campanha suspensos pelo Tribunal Superior Eleitoral enquanto a Corte analisa definitivamente seu registro de candidatura.
A simulação de segundo turno também confrontou Lula com outros dois concorrentes. Contra Romeu Zema, Lula marcou 45,5%, ante 39,3% do governador mineiro. No confronto com Ronaldo Caiado, Lula manteve 45,5%, e Caiado obteve 41,1%.
O levantamento mediu ainda a rejeição entre os presidenciáveis. Lula liderou esse quesito, com 52,7% de rejeição, seguido por Flávio com 49,3%. Zema registrou 30,5%; Caiado, 28,7%; e Renan Santos, 25,3%.
Sobre avaliação do governo, 53,3% dos entrevistados disseram reprovar a gestão do presidente Lula, enquanto 45,1% afirmaram aprová-la. Outros 1,6% não souberam responder.
A pesquisa entrevistou 2,1 mil eleitores em todo o país entre os dias 25 e 27 de agosto. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,15 pontos percentuais. O registro junto ao tribunal eleitoral foi feito e o estudo teve custo de R$ 50 mil, pagos com recursos próprios.
Os números divulgados trazem um retrato momentâneo do cenário eleitoral e destacam a proximidade entre os dois principais nomes testados para um eventual segundo turno.

