De Sant'Ana do Livramento, tem 62 anos; é jornalista e tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do RS. Começou na Aeronáutica, fez 30 anos na corporação e já disputou eleições sem vencer.
Aroldo Medina chega à eleição presidencial de 2026 com uma trajetória muito diferente da de Renan Santos, candidato à Presidência na mesma chapa. Enquanto Renan construiu projeção nacional a partir de movimentos de rua e redes sociais, Medina tem carreira de três décadas na Brigada Militar do Rio Grande do Sul e longas experiências como candidato a cargos estaduais e municipais, sem, porém, ter ocupado mandato eletivo.
Naturais de Sant’Ana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, Medina tem 62 anos, é jornalista e tenente-coronel da reserva. Iniciou a trajetória na Aeronáutica e depois ingressou na Brigada Militar, a corporação equivalente à Polícia Militar no estado gaúcho.
Na Brigada Militar, exerceu funções operacionais e administrativas, atuou no ensino e passou pela Corregedoria e pela Justiça Militar. Também foi instrutor de História da Brigada Militar e de Comunicação Oral e Escrita, além de ter dirigido, entre 1999 e 2000, o Museu da Brigada Militar. Entre 2003 e 2006, chefiou e foi porta-voz da Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Na fase final da carreira ativa, foi chefe da assessoria parlamentar e do gabinete do comandante-geral da corporação.
A comunicação acompanhou sua trajetória profissional: participou da criação e edição de publicações ligadas à área militar e assinou trabalhos sobre a história das instituições de segurança do estado.
Na política, Medina disputou eleições desde 2002. Sua primeira candidatura de grande projeção foi ao governo do Rio Grande do Sul pelo PL, em 2002, quando obteve 94.948 votos, equivalentes a 1,61% dos votos válidos, e ficou em quinto lugar. Naquele pleito o segundo turno foi entre Germano Rigotto (PMDB) e Tarso Genro (PT), com vitória de Rigotto.
Dois anos depois, tentou a Prefeitura de Canoas pelo então PFL. Voltou a concorrer ao governo gaúcho em 2010, desta vez pelo PRP. Nas eleições seguintes direcionou candidaturas ao Legislativo: em 2014 disputou uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PSD e ficou como suplente; em 2018 concorreu novamente ao cargo, pelo PV, sem se eleger. Em 2024, filiado ao PL, disputou vaga de vereador em Porto Alegre e também terminou como suplente. No registro daquela candidatura declarou patrimônio de aproximadamente R$ 1,3 milhão à Justiça Eleitoral.
Ao longo do tempo, Medina passou por diferentes legendas — PL, PFL, PRP, PSD e PV — antes de se filiar ao Missão. Em 2026, chegou a se preparar para disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul, mas os planos mudaram durante uma passagem de Renan Santos pelo estado. Em 1º de julho, durante um evento do Missão em Caxias do Sul, Medina entregava uma homenagem ao candidato à Presidência quando Renan o convidou publicamente para integrar sua chapa. O militar aceitou no palco. A escolha foi anunciada oficialmente no dia seguinte.
Como Medina também é filiado ao Missão, a definição resultou em uma chapa formada apenas por integrantes do partido. A presença de Medina adiciona à candidatura uma trajetória ligada às forças de segurança, área que tem espaço central no programa presidencial do partido. A combinação ainda reúne um candidato de 42 anos e um vice cerca de vinte anos mais velho, com carreira concentrada na área militar e experiência em várias disputas eleitorais regionais, sem mandatos exercidos até aqui.
