Em 25/08/2026 a Justiça do Rio encerrou nova tentativa de recuperação da Oi. A empresa soma R$ 44 bilhões em dívidas, disse não ter recursos para operar e tinha patrimônio líquido negativo de R$ 22,6 bi.
Na terça-feira, 25 de agosto de 2026, a Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da Oi. A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) tomou a decisão que encerra uma nova tentativa de manter a companhia em recuperação judicial, processo que envolve cerca de R$ 44 bilhões em dívidas.
A empresa informou nos autos que não dispunha de recursos suficientes para cumprir despesas essenciais e manter as operações no fim de agosto. Segundo os dados apresentados, o patrimônio líquido da Oi era negativo em mais de R$ 22,6 bilhões, conforme números de março de 2026.
A administração judicial comunicou à Justiça que a empresa enfrentava dificuldades severas de caixa. Na sequência dessa informação, a administração apontou projeções que mostravam redução de liquidez ao longo dos últimos meses: a projeção de caixa para o fim de julho era de R$ 88,1 milhões e, em abril, o saldo havia recuado para R$ 19,6 milhões.
“esgotamento total dos recursos” e liquidez negativa
A Oi já havia tido a falência decretada em novembro de 2025, decisão que foi suspensa por liminar após recursos apresentados por Itaú Unibanco e Bradesco. A suspensão permitiu que a companhia retornasse ao processo de recuperação judicial e tentasse renegociar a sua dívida com credores.
Com a nova decisão de falência, a Justiça nomeou o advogado Bruno Rezende como administrador judicial. Ele terá a função de auxiliar a Justiça na arrecadação dos bens da companhia, no pagamento dos credores e no encerramento das atividades da empresa.
O último plano de recuperação judicial da Oi tratava de uma dívida aproximada de R$ 44 bilhões e previa também um novo financiamento de até US$ 655 milhões, autorizado em assembleia de credores. Do total, credores financeiros deveriam aportar US$ 505 milhões, e a V.tal, controlada pelo BTG Pactual, assumiria um aporte entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões.
A crise financeira da empresa também provocou impactos sobre fornecedores. Em julho, a Sitelbra interrompeu conexões da rede de lotéricas da Caixa Econômica Federal, sistemas de videomonitoramento em estados, entre eles Bahia e Goiás, e afetou lojas da Enel no Ceará por falta de pagamentos.
Além disso, a Justiça já vinha autorizando leilões de ativos da Oi para transferir serviços a outras empresas. Em abril, a Método Telecom arrematou a operação de telefonia fixa, pacote que inclui linhas residenciais e a responsabilidade por números de emergência, como 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).

